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Macega Show completa 45 anos de atividades

IGREJINHA – Dando continuidade à carreira de músico que iniciou com apenas dez anos de idade, Aníbal Sander, o Sandinha,

IGREJINHA – Dando continuidade à carreira de músico que iniciou com apenas dez anos de idade, Aníbal Sander, o Sandinha, planeja gravar um novo disco com um dos grupos que colaborou na criação, o Macega Show. Aníbal, de 70 anos, informou que seus tios, avôs e pai, sempre estiveram envolvidos com música. Aprendendo clarinete com seu pai, ele teve passagem na formação de diversas bandinhas típicas como Jazz Flor do Sul e Copacabana, até colaborar na criação dos grupos Alegria do Vale e Macega Show.

 

Segundo Sandinha, Macega é o apelido do gaiteiro Nelson Müller, que atuava ao lado de um grupo de amigos que animam eventos em Igrejinha. Com o tempo, o grupo ainda sem nome passou a ser chamado de Macega Show, em homenagem ao notório gaiteiro. Anos mais tarde a banda incorporou o nome Alegria do Vale, ficando conhecida em toda a região por se apresentar sem o uso de equipamento elétrico, buscando manter a tradição dos tempos em que os salões eram iluminados apenas com lampiões.

 

Natural da localidade de Serra Grande, interior de Gramado, a família de Aníbal originou o nome da localidade de Sander, em Três Coroas, após doar terras para a construção de uma estação férrea, pois o local era cortado pela linha de trem com destino a Serra. Até os 18 anos, Aníbal colaborou nos trabalhos do campo de seu pai, relembrando momentos curiosos quando removia, ao lado dele, a neve acumulada nos telhados durante o inverno. Sandinha reside em Igrejinha há 52 anos, cidade em que sempre esteve envolvido com música, colaborando em todas as edições da Oktoberfest.

 

Com o tempo, a banda Alegria do Vale passou a ser um grupo independente do Macega Show, inclusive tocando em vários estados do país. Porém, em 2005, Sandinha precisou se afastar dos palcos, pois foi diagnosticado com câncer no intestino. Ele lembra que, na ocasião, o médico lhe deu apenas 90 dias de vida. Após intenso tratamento, segundo ele, a doença estabilizou e ele prosseguiu na música, retornando para o Macega Show. Aníbal ressaltou que a banda chegou a se apresentar três vezes em uma única noite.

 

Aníbal observou que as administrações municipais precisam atuar junto às escolas para incentivar a formação de novos músicos, para que a tradição de bandinhas não seja esquecida daqui a alguns anos. “Minha geração, que integra a maioria das bandinhas típicas, está beirando os 70 e 80 anos. Em razão disso, é preciso que haja uma renovação. Caso contrário, perderemos um pouco da cultura trazida pelos nossos antepassados”, explicou.

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