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Biblioteca Comunitária do bairro Empresa passa por dificuldades

Apesar dos problemas financeiros, que fez com que fossem cortados os serviços de água e luz, a Biblioteca Amigos do

Apesar dos problemas financeiros, que fez com que fossem cortados os serviços de água e luz, a Biblioteca Amigos do Livro mantém o atendimento à comunidade. De acordo com seu idealizador, Roberto Sampaio, o aumento do espaço físico da estrutura, onde também acontecem aulas de música e dança, é só uma questão de tempo.
Conhecido por todos do bairro como Beto, Sampaio contou que, no início, a biblioteca permaneceu dentro de sua casa por 19 anos.  Além de projetos sociais como a alfabetização de adultos, Beto, mesmo com uma dívida de cerca de R$ 600,00, não para de sonhar em melhorar o atendimento à comunidade, que busca ajudar como pode. “Espero construir um teatro na parte de trás do prédio da biblioteca, e também criar um novo espaço para a utilização de Internet. As pessoas ajudam esporadicamente da forma que podem. No dia em que vieram retirar o contador de luz me deu uma tristeza no coração. Será um dia que nunca esquecerei”, disse.
Beto comentou que, atualmente, juntamente com seus colaboradores, está realizando um mapeamento dos novos talentos do bairro. Segundo ele, o objetivo é descobrir uma forma para que pessoas possam colaborar com a comunidade. “Pretendemos incentivá-los e oportunizar que eles mostrem seus dons, compartilhando seus conhecimentos na biblioteca em algum horário que estejam disponíveis. Nos finais de semana, o espaço se transforma em local de ensaio para músicos de várias tribos. Além de trocar idéias, os ensaios promovem a integração entre os jovens, afastando-os dos perigos das ruas. Nossa intenção é sempre atrair um novo público à biblioteca”, explicou.
Sobre a renovação do público, Beto diz que procura caprichar ao indicar um livro para alguém que visita a biblioteca pela primeira vez.     “Algumas pessoas não sabem exatamente que livro levar. Procuro conversar um pouco antes de sugerir algo, pois o que é bom para mim, pode não ser para outro leitor. Se a pessoa não gostar de minha indicação, ela pode não voltar mais”, afirmou ele, lembrando ainda que pretende disponibilizar um local apropriado para ter acesso à Internet. “No memento não posso arcar com mais este custo. Uma das coisas de que mais me arrependo foi não ter anotado o telefone de uma senhora que se dispôs a colocar o serviço na biblioteca”, lamentou.
Outro problema que os frequentadores do espaço enfrentam há algum tempo é o pó. Existe um trecho da rua, antes da ponte sobre o arroio Sonda, que está sem calçamento. “No verão, existem dias que não podemos deixar a porta aberta devido à quantidade de pó. “Já me propus a realizar o calçamento, mas disseram que eu não poderia fechar a rua para realizar a obra”, finalizou.

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