
Bora fazer a tua Habilitação?
Por mais que todos os fatos mostrem para a sociedade, que ter algum tipo de dificuldade física não impede nenhum indivíduo de praticar qualquer atividade que seja, alguns procedimentos despertam muitas dúvidas, o que é natural, inclusive para quem pertence as determinadas dificuldades. Uma delas é aquilo que quando o jovem faz 18 anos, costuma ser uma grande obstinação, a Carteira Nacional de Habilitação.
Dentro do conceito de independência, no qual todos os seres humanos querem e necessitam, dirigir representa em parte isso. Claro que também é uma questão de gosto. Tem pessoas que optam em não dirigir. Falta paciência ou até prazer nessa atividade. E está tudo bem.
Entretanto, faço a coluna deste mês para quem assim como eu, tem muita curiosidade em saber quais os procedimentos necessários e principalmente a estrutura oferecida para que pessoas PCD – Pessoa com Deficiência (detesto esse termo) adquiram a sua CNH.
Para isso, conversei com o Henrique Herrmann, Sócio Proprietário do CFC de Taquara. Primeiramente o questionei sobre quais procedimentos que quem possui necessidades específicas e quer adquirir a CNH, deve tomar.
Ele me respondeu que inicialmente o procedimento é padrão para todos. Ter mais que 18 anos, levar um documento feito acima dos 12 anos e ser examinado pelo médico do CFC. Partindo disso, haverá um encaminhamento para uma junta médica em Porto Alegre. Essa equipe irá avaliar qual o tipo de adaptação que será necessária para essa pessoa.
Então eu perguntei sobre o CFC aqui de Taquara, se ele oferece a estrutura necessária para essas situações. O Henrique me informou que a parte de exames médicos, psicológicos e aulas teóricas podem ocorrer na sede aqui do município, sem nenhuma dificuldade. O que é uma carência na maioria dos CFCs segundo ele, são veículos adaptados para as aulas e prova prática. Porém, aqui existe duas possibilidades: Utilizar o próprio veículo, caso o aluno já tenha. Ele salienta que a compra de carros com as adaptações necessárias, já pode ser efetuada após o laudo da junta médica.
A outra possibilidade para caso o futuro motorista não tenha ainda um veículo, é se dirigir a Campo Bom, cidade mais próxima em que há um carro disponível pelo CFC para o prosseguimento do processo da habilitação. Lá existe uma condução com as mais variadas adaptações.
Existem muitos tipos de “deficiências físicas” e por consequência, de necessidades. Cada caso precisa ser avaliado.
Em relação aos preços, se o aluno tiver veículo próprio, tem desconto de 20 porcento nas aulas práticas, além de não pagar taxa de locação no dia da prova.
O sócio proprietário do CFC aqui de Taquara, também me salientou que o tipo de dificuldade existente pelo condutor, precisará estar destacada na habitação e no veículo que ele for dono. Isso se dará por letras. É importante lembrar que o motorista nessa condição, só poderá dirigir veículos com essas adaptações. Do contrário, precisa vir especificado na Habilitação, que suas dificuldades não o impede de dirigir conduções sem esses ajustes.
A conclusão que podemos tirar dessas informações, reforçadas pela conversa que eu tive com o Henrique, é que não há dificuldade que seja desculpa para acomodação.
E isso vale para tudo na vida. Não apenas PCD. Todos nós podemos voar muito longe, sozinhos ou acompanhados. Da forma que quisermos.
E vamos de carona até a próxima coluna.
Abração!


