Além dos desafios relacionados às novas propostas de trabalho, decorrentes da suspensão das aulas presenciais, em virtude da pandemia do novo coronavírus, a direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Breno Oswaldo Ritter ainda teve que lidar, nos últimos três meses, com ocorrências de arrombamentos. Conforme a diretora, Ana Lucia Neves, foram três situações, que representaram um prejuízo de mais de R$1,5 mil, não contando a tristeza de encontrar a sede do educandário depredada.
Ana relatou que, mesmo contando com o monitoramento de uma empresa de segurança, a escola foi alvo de criminosos. O primeiro arrombamento aconteceu em abril, o segundo em maio, e o terceiro nesta semana. Segundo ela, em todas as ocorrências, a direção da escola precisou substituir fechaduras, cadeados e contratar o serviço de serralheiros e pedreiros. Nos arrombamentos, os criminosos furtaram um carrinho de mão, ferramentas, uma prensa de lanches, mouses e teclados, e as grades de um portão antigo.
“Não levaram mais coisas porque a equipe da Mattos Monitoramento, nossos parceiros na segurança, chegou assim que os alarmes tocaram. Infelizmente não tínhamos sensores em todo o prédio, então não houve como evitar alguns dos furtos, mas da segunda vez os ladrões deixaram para trás um forno elétrico, liquidificador industrial e garrafas térmicas. Já haviam separado para levar também, mas não deu tempo”, descreveu a diretora.
Ana disse que, devido aos acontecimentos, a direção da escola decidiu instalar câmeras de videomonitoramento na sede da instituição, um investimento fora do orçamento, e estimado em torno de R$3 mil a R$4 mil. “É uma pena, porque vamos ter que tirar esse valor de outros setores da escola, de materiais e recursos que poderíamos investir nas aulas. O prejuízo, infelizmente, é do aluno, da comunidade em geral. Nós fazemos um apelo para que os pais, a população nos ajude a cuidar do patrimônio escolar. Temos feito o possível para não deixar nossos alunos desassistidos, em situação de necessidade, mas precisamos nos unir e coibir esse tipo de ação criminosa”, destacou Ana.
A diretora relatou que a escola não tem se limitado aos repasses do Estado para alcançar seu público. “Temos buscado parceiros para atender necessidades, com a doação de cestas básicas, por exemplo. Somos muito gratos por quem tem abraçado a escola nesse período tão difícil que atravessamos. A Calçados Bibi é um exemplo, doou 100 pares de calçados para distribuirmos entre os alunos. Os que não serviram, repassamos à comunidade do bairro Empresa, onde a escola está localizada. Mas precisamos nos unir e conscientizar que todo o prejuízo da escola, também é da comunidade como um todo”, reforçou Ana.
Na escola, conforme a diretora, a equipe diretiva trabalha em regime de plantão, e os professores enviam atividades para os alunos via plataformas na internet e aplicativos de conversas.








