Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 10 de agosto de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.

Cadê o pai que deveria estar aqui? / Importância do Teste da Orelhinha

Cadê o pai que deveria estar aqui?

Valho-me de uma parlenda para dar título a esta reflexiva mensagem, espero… E de um acróstico para lembrar o significado da palavra pai. Proteção e Amor Incondicional.
Incondicional? Sim! Que não está sujeito a condições, pois nós podemos nos desligar dos nossos afetos, dos nossos amores, mas dos nossos filhos nunca.
Sabemos todos, mas principalmente nós envolvidos nas práticas pedagógicas no dia- a-dia de nossas crianças, o que representa a figura de um pai na vida de seus filhos, queridos ou não, planejados ou não, mas respeitados e com direitos impondo para isso, que os pais tenham deveres. Todo esse amor ou desamor pode ser um divisor de águas, tudo ou nada. Pesquisas apontam que uma criança sem a presença da figura paterna fica exposta e envolve-se mais facilmente em situações de risco, vícios e violência.
Assim sendo, dentro desse contexto de abandonado, até onde a falta de um pai é responsável por um dado estatístico de termos a terceira maior população carcerária do mundo? Só perdemos para EUA e a China. Mas vem por aí já a sem tempo o Projeto Pai Presente. Portanto, jovens, responsabilidade, cuidem onde vocês depositam a semente da vida.
Feliz dia dos Pais.

Maria do Carmo
Professora

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Importância do Teste da Orelhinha

A triagem auditiva neonatal, mais conhecida como Teste da Orelhinha, é uma avaliação que busca detectar, o mais rápido possível, a perda auditiva. É um exame indolor, dura no máximo dez minutos e não tem contra-indicações. É realizado pelo fonoaudiólogo.
Deve ser realizado em todos os recém-nascidos, preferencialmente até o final do primeiro mês, possibilitando diagnóstico até o terceiro mês, para iniciar a reabilitação até os seis meses de idade. Dessa forma, maiores serão as possibilidades de diagnóstico e intervenção adequados e, com isso, menores as sequelas decorrentes da privação auditiva.
Uma vez detectado o problema, o bebê ainda passa por mais dois encaminhamentos. Primeiro, segue para um serviço de diagnóstico onde serão realizados outros exames. Caso seja confirmada a necessidade, o paciente segue para seleção e indicação de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI) e terapia fonoaudiológica para desenvolvimento da linguagem.
Segundo o Comitê Brasileiro de Perdas Auditivas na Infância, a deficiência auditiva é a doença mais frequentemente encontrada no período neonatal quando comparada a outras doenças. Por exemplo, teste do pezinho: um caso para cada 10.000 nascidos; anemia: dois casos para cada 10.000 nascidos; hipotireoidismo: 2,5 casos para 10.000 nascidos; surdez: 30 casos para 10.000 nascidos.
Estudos recentes comprovam que a detecção precoce de alterações auditivas e a intervenção iniciada até os seis meses de idade garantem à criança deficiente auditiva o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem como das crianças ouvintes da mesma faixa etária.
O exame é realizado gratuitamente no Hospital Bom Jesus, de Taquara, desde o final de 2010.
Camila Fagondes
Fonoaudióloga, pós-graduanda em audiologia clínica e ocupacional

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