Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 26 de junho de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.

CAIXA POSTAL 59

A questão da nova rodoviária
Fui visitar as instalações destinadas à nova estação rodoviária de Taquara na avenida Sebastião Amoretti. E afirmo: é coisa de primeiro mundo! Infelizmente, porém, parece que Taquara (ou seriam somente alguns?) não gosta de “coisas de primeiro mundo”, preferindo continuar convivendo com estruturas arcaicas e serviços de péssima qualidade, como ocorre, dentre outros exemplos, na atual rodoviária.
Assim, a título de contribuição ao debate, aí vão algumas idéias/sugestões sobre algumas das questões levantadas em edições anteriores do Panorama:
1. Os comerciantes do entorno da atual rodoviária se dizem prejudicados pela mudança, mas, pelo que se sabe, somente os ônibus interurbanos utilizarão o novo terminal. Os urbanos e distritais do município continuarão utilizando o atual e, por isso, os moradores dos bairros e distritos que utilizam esses ônibus e representam a grande maioria dos clientes desses estabelecimentos continuarão aportando no atual terminal rodoviário e, portanto, no comércio do entorno. Ou alguém acredita que, com raras exceções, os passageiros que se deslocam para outras cidades aproveitam a ida ou a chegada à rodoviária para comprar roupas, sapatos, etc.?
Conceda-se, no entanto, que os mais prejudicados poderiam ser os taxistas, lancherias, farmácias e o camelódromo. Mas, para eles há solução: transfiram-se alguns para o novo terminal, onde há espaços próprios e adequados para tal. Com isso, aproveita-se para beneficiar o Bairro Santa Teresinha e adjacências com a presença de mais taxistas e de uma farmácia e para se redesenhar e devolver à população a Praça da Bandeira que hoje está “escondida” atrás do camelódromo.
2. Quanto ao problema da segurança dos pedestres que terão de atravessar a Av. Sebastião Amoretti, é de se perguntar: por que, até agora, ninguém se preocupou com a segurança das milhares de pessoas que residem nos bairros e vilas localizadas do outro lado da avenida e que tem de atravessá-la diariamente para ir ao centro? Pois, então, é hora de pensar. E sugiro várias ações que, isolada ou conjuntamente, podem melhorar a segurança não só dos futuros usuários do novo terminal, mas de toda a população daquela área: uma passarela para pedestres; redutores eletrônicos de velocidade e (por que não?) até abrir o cruzamento entre a avenida e a rua Anita Garibaldi, com a colocação de sinaleiras para veículos e faixa de segurança para pedestres.
3. Quanto à questão do “habite-se”, até porque sempre fui um admirador da trajetória política dos atuais mandatários municipais (prefeito Délcio e vice Michele), me sinto no direito/dever de, na condição de cidadão taquarense por adoção, questionar: com base em que critérios a administração municipal negaria o “habite-se” ao novo terminal rodoviário? Técnicos, políticos, administrativos? E esses critérios estão sendo considerados para manter o “habite-se” do atual terminal rodoviário que se encontra em péssimas condições gerais, de segurança e, inclusive, de higiene, colocando em risco a saúde pública (eu não me arriscaria a utilizar os banheiros do mesmo!)
4. Por último, quanto às alegações de que o novo terminal rodoviário estaria apenas beneficiando os “poderosos” da cidade, são tão preconceituosas e rançosas que não merecem sequer ser consideradas e, menos ainda, respondidas.
Aí, pois, alguns pontos para debate, mas que o mesmo seja civilizado, de alto nível e que vise ao bem-comum de Taquara (e olhe que eu sequer falei sobre os benefícios que o novo terminal traria para o turismo, para o trânsito no entorno do atual terminal, etc.).
Flávio Luiz Carniel
Advogado

Os artigos publicados no site da Rádio Taquara não refletem a opinião da emissora. A divulgação atende ao princípio de valorização do debate público, aberto a todas as correntes de pensamento.
Participe: [email protected]

Leave a Reply