Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 10 de julho de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.

CAIXA POSTAL 59

A perda de um rei

Há mais de uma semana, cada ser humano da Terra entrou em estado de choque, cada par de olhos se voltou para Los Angeles, onde a vida de Michael Jackson, o rei do pop, se esvaiu.
Aquele  garoto do Jackson Five, que fez da arte a sua vida, que arrastou multidões, que vendeu 100 milhões de cópias de um único disco, que dançava como ninguém, aquele mesmo garoto que apanhou do pai, que foi acusado de estupro e que passava noites em câmaras e com remédios para não envelhecer, simplesmente morreu.
Milhares de pessoas choram a sua perda, a perda de um rei. Um rei que foi criado como adulto e, quando adulto, fez questão de provar à todos que podia ser criança aos 50 anos de idade. Tão criança que construiu sua casa com base nos contos de fadas: ele morava no rancho Neverland, a terra do nunca, que tinha como “slogan” ‘Once upon a time’ ou ‘Era uma vez’.
Talvez, estivesse suprindo o que lhe faltou na infância, mas, na busca pela identidade, ele se perdeu. A cada cirurgia, a cada comprimido, a cada noite na câmara hiperbárica, suas feições, sua graça e sua vida foram sumindo.
Fica aqui minha última reverência àquele que, mesmo polêmico, foi inegavelmente um rei e, pela perda, dirijo meus pesares não só à família, mas ao mundo, que transformou o menino do Jackson Five em um rei, The king of pop.

Eduarda Neves
Aluna da 8ª série do Colégio Santa Teresinha de Taquara

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Saudade…

A ausência na manhã seguinte ainda não era sólida para me dar a certeza de que ficaria para sempre sem você. Mas, no decorrer dos dias, com o passar do tempo, esse vazio que rondava a minha vida, pouco a pouco, foi se transformando numa tranquila saudade.
Em muitos momentos, sua voz parecia estar em minha mente, sua presença era quase real. Quando a dor de sua ausência vinha à tona, sua lembrança me fazia recordar suas angústias e alegrias e hoje, adulta, reconheço o quanto tudo é fugaz.
São muitas as lembranças sobre a vida que pudemos compartilhar. Nessa história, sinto-me tão próxima e tão distante de você, viva ou morta, esses momentos se revezam.
Você acompanhou muito dos meus passos, deu-me asas para voar e limites para pousar. Mostrou-me a diferença do certo e do errado. Foi parceira de brincadeiras e severa quando necessário.
Você dividiu comigo amor, carinho, respeito, humildade, coragem, alegrias, tristezas…
Sinto-me feliz e sei que trago no coração todos os momentos que dividimos e que me fizeram chegar até aqui e ser quem sou.
Em minha história, mãe, você esteve e estará sempre presente. Onde quer que esteja, sua voz e sua presença estarão sempre ao meu lado e nossas lembranças sempre se renovarão. Esse amor não morrerá jamais.

Ana Claudia Munari

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