Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 31 de julho de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.

CAIXA POSTAL 59

Somos responsáveis por aquilo que cativamos
Por muitas vezes ouvi pessoas fazerem referência a algumas passagens do livro “O Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry, e me questionava por que ainda não o havia lido. Certa vez até tentei, mas não fui até o final. Hoje sei porque escutei tantas vezes falarem sobre o conteúdo do livro e vejo também como ele passou a ter sentido em minha vida após tê-lo lido alguns meses atrás.
Realmente somos responsáveis por aquilo que cativamos no decorrer de nossa existência. Digo isso com base no trabalho que me propus a aplicar em minhas aulas, que foi incentivar meus alunos a adquirirem o hábito da leitura e da  escrita a partir da introdução do jornal na sala de aula, servindo este como um suporte fundamental para o estudo da disciplina de Português.
Dei início ao trabalho, levando a eles minha experiência de “articulista” do jornal, fato este que os incentivou a fazerem as leituras e assim chegarem à sala de aula, muitas vezes com o texto da professora lido e poder discuti-lo com o restante da turma.
Esses momentos de interação durante as aulas faziam com que os alunos se inteirassem dos mais diversos assuntos do seu cotidiano, proporcionando a oportunidade de debaterem certos temas e trocarem conhecimentos entre si.
Onde está a responsabilidade em questão? Que era preciso fazer cada vez melhor, pois naquele momento eu estava servindo de exemplo àquelas pessoas e, a partir desse exemplo é que o trabalho poderia surtir efeito ou não.
Para incentivar o gosto pela leitura e a escrita, foi preciso fazê-lo com eles, trabalhar lado a lado, mostrando como isso ocorre, ou seja, fazendo com que percebessem que é possível criar este hábito. É difícil? Sim, muito difícil, mas é preciso adotar novos costumes.
Realmente, é assim que conquistamos a confiança de alguém, neste caso, especificamente, mostrando o caminho do conhecimento, através de uma experiência vivenciada no dia-a-dia escolar. Percebo o tamanho do compromisso que tive e ainda tenho com o trabalho que resolvi desempenhar e através dos meus textos publicados no jornal.
Quanto mais escrevo, mais sinto a responsabilidade que tenho em minhas mãos, ou seja, a preocupação com o tema abordado, não me tornar repetitiva, fazendo uso de temas diversificados nos textos publicados. Enfim, estar atenta aos objetivos que quero alcançar e, hoje estou me sentindo “responsável por aquilo que cativei”, os meus alunos, meus leitores e tantos outros anônimos que vou descobrindo no decorrer dessa atividade.
Os fatos estão acontecendo e não é por acaso, é sim, muita determinação naquilo que faço, seja no lado profissional ou simplesmente por satisfação pessoal. Nunca esquecendo que, se não leio, não aprendo a escrever”.

Clair dos Santos Wilhelms
– Professora –

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