A “pobre” cidade de Taquara
Se há muitas pessoas que gostam de morar em Taquara, uma delas, podem ter certeza, sou eu. Por isso, fico triste ao andar pelas ruas de nossa cidade, seja a pé ou de carro, pois a sensação de abandono é a mesma. Em cada rua que se passa, encontramos os passeios públicos em estados precários – isso quando tem a calçada ou o que resta dela – e os buracos nas ruas cada vez aumentam mais, enquanto há outros esperando espaço para entrarem.
Ao caminharmos na cidade, também nos deparamos com situações semelhantes a cenas de filmes, nos quais acontecem catástrofes, casas mal-assombradas, mais ou menos assim. Chegando à Rua Ernesto Alves, vemos a Sociedade Atiradores num quadro depreciativo, com aquele tapume que foi colocado para proteção, mas que não oferece segurança alguma aos transeuntes, pois está desabando. Até quando vai ficar assim? Não sabemos…
Outro problema semelhante já havia acontecido em uma residência na esquina das ruas Tristão Monteiro com Ernesto Alves, que, por ter sido impedida de desmanche, passou por um tempo enorme com o passeio público coberto por tapumes e, até agora, nada parece ter sido resolvido, só falta a casa cair e o problema ficar ainda pior.
O que tudo isso representa para um município que está buscando projetos turísticos para um melhor desenvolvimento da região? Também se pode falar dos terrenos baldios existentes na cidade. Parece – e agora estarei até sendo repetitiva –, se não me engano, houve uma lei ou projeto de lei para que todo o proprietário de terreno baldio tenha a obrigação de cercá-lo e fazer a calçada em frente ao mesmo. Isso é respeitado? Não, o que acontece é que geralmente esses terrenos servem como depósito de lixo – e a quem devemos pedir explicação?
O que sei é que a “minha”, a “nossa” cidade de Taquara, está com cara de abandono, as ruas estão sujas e, é claro, que temos muitas pessoas que não têm um mínimo de educação e contribuem para deixá-la nessa situação, mas do jeito que está não dá para continuar. Temos cidades vizinhas que estão dando exemplo de organização e nós vamos permitir viver dessa maneira?
Lembro de uma expressão que minha avó dizia sempre: “Olhem para a limpeza do espaço externo da casa, que assim poderão conhecer o seu dono, se é caprichoso ou não”. O que pensar então do povo taquarense? Aquele visitante que passar por aqui ou aqui chegar, com certeza, não levará uma boa impressão da nossa cidade e uma propaganda ruim é espalhada com muita rapidez. O resultado não será nada bom, então devemos pensar no que queremos. Não basta organizar a casa por dentro, o que aparece primeiro é sempre a parte externa e esta está deixando a desejar.
Pensemos nisso. Se cada um fizer sua parte, já estará fazendo um bem enorme para si e para a sua cidade.
Clair Wilhelms — professora
Esta postagem foi publicada em 20 de novembro de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.


