Calçados Bibi investe no conceito de indústria 4.0 englobando automação e tecnologia em sua produção

Parques fabris da marca contam com equipamentos com inteligência israelense e novo layout
Publicado em 04/08/2021 16:00 Off
Por Alan Júnior

Há 72 anos no mercado calçadista, a Calçados Bibi tem a inovação como parte de seu DNA. Nos últimos anos, a empresa investiu em mudanças com base no conceito de Indústria 4.0, que engloba a automação e tecnologia da informação em conjunto com as principais inovações tecnológicas. Como resultado, tudo isso é aplicado de uma forma diferente à manufatura, ou seja, as matérias-primas são transformadas em produtos de alto valor agregado. Com fábricas em Parobé e em Cruz das Almas/BA, a Bibi produz mais de 2 milhões de pares de calçados ao ano para crianças de 0 a 9 anos. A rede efetuou a aquisição de novos equipamentos e fez uma alteração no layout fabril para aprimorar ainda mais a sua produção.

Fotos: Divulgação/DFREIRE

Entre um dos destaques, a empresa comprou maquinários com inteligência israelense para a área de costura. Além disso, utiliza tecnologias inteligentes na gestão das fábricas, aplicadas à engenharia. Hoje, são utilizados modelos de simulação computacional apoiados por pesquisas operacionais, uma disciplina que transforma dados em linguagem matemática para o desenvolvimento dos modelos de simulação. Dessa forma, é possível ver a fábrica operando em 3D pelo computador. A tecnologia foi utilizada para estruturar o novo layout fabril das duas fábricas da marca.

“Em abril, inaugurarmos o novo layout fabril da unidade de Parobé. Mantendo a capacidade produtiva, porém com expectativa de maior eficiência e produtividade futura. Visualmente o novo layout proporcionou mais espaço no pavilhão e a possibilidade de o calçado levar 130 metros para atravessar a fábrica, em vez de 1130 metros que era o percurso no layout anterior. Com o fluxo mais organizado e otimizado, a fábrica fica mais flexível e rápida para que possamos atender o mercado. Hoje, contamos com uma rede de franquias com mais de 130 lojas, exportamos para mais de 70 países e estamos presentes em 3,5 mil multimarcas em todo o Brasil”, revela o diretor de operações e competividade da Calçados Bibi, Rosnaldo Inácio da Silva.

O projeto para alteração para um novo layout fabril teve início há dois anos e meio no parque fabril da Bahia, na cidade de Cruz das Almas, e apresentou um resultado significativo da produtividade. A eficiência aumentou em 18%, a capacidade produtiva em 20% e a ocupação diminuiu 49%. Baseado nessa primeira experiência, a marca resolveu replicar o modelo no Rio Grande do Sul. Dessa forma, as perspectivas são que haja um aumento de 12% na capacidade e crescimento de 10% na produção. Este é um movimento de preparação da fábrica para o avanço em relação ao padrão de manufatura 4.0, recursos de tecnologia e a aquisição de novos ativos que vão estabelecer a comunicação das máquinas entre si, com área de planejamento e controle e, posteriormente, com as lojas. A mudança tecnológica é constante e segue em ritmo acelerado até 2024.

“Buscar competitividade dentro das áreas industriais passa por compreender que o propósito da manufatura é servir o mercado. Desse modo, somos desafiados pelo curto ciclo de vida de produtos de moda, a buscar renovação em design, mas também em processos, materiais e gestão. A numerosa quantidade de concorrentes, nos exige trabalhar dimensões competitivas que vão além da manufatura, como marca e distribuição. Nosso grande desafio na área de engenharia hoje é alinhar a estratégia de produção com a estratégia corporativa, fazendo com que as unidades encontrem outros meios de competição, além da tradicional escolha dicotômica de elevação de eficiência para competição por custo baixo”, explica o diretor da Bibi.

Ainda segundo Rosnaldo, o setor calçadista brasileiro continua a oferecer desafios e oportunidades aos profissionais e empresas inseridos em seu contexto. Passadas algumas décadas do período de maior articulação, o debate em torno da competitividade não está mais no ‘chão de fábrica’. “Nós buscamos transformação junto com nossas equipes de engenharia. Devemos ser engenheiros de negócios. Compreender o que motiva os clientes a se relacionar conosco e, a partir disso, desenvolver soluções que integrem a fábrica ao cliente, dentro de um mundo digitalizado. A manufatura avançada só fará sentido se conseguirmos levar o propósito de nossas organizações aos lares dos consumidores”, finaliza.

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