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Câmara de Taquara aprova moção contrária ao projeto de pedágios do Estado

Documento foi aprovado por unanimidade pelos vereadores na reunião desta terça-feira (22).
Divulgação / Igor do Santos

A Câmara de Vereadores de Taquara aprovou, nesta terça-feira (22), por unanimidade, uma moção de contrariedade ao modelo de concessão de rodovias estaduais proposto pelo governo gaúcho. A ideia da gestão estadual prevê a criação de uma nova praça de pedágio em Taquara, na ERS-020, além da transferência da praça de Campo Bom da ERS-239 para Parobé. A moção foi proposta pelos vereadores Júnior Eltz (PSB) e João Elias Camargo (Republicanos), mas teve o apoio de todos os demais parlamentares, e com isso o documento será remetido em nome da Câmara ao governador Eduardo Leite.

O presidente da Câmara, vereador Adalberto Soares (Progressistas), participou de audiência pública em Gramado, na semana passada, onde foi apresentado o plano de investimentos previstos após a aprovação do novo plano de concessão. Depois de estudar o projeto e ouvir opiniões diversas sobre o tema, o presidente também se manifestou de forma contrária ao que o governo estadual pretende fazer. “Não sou contra investimentos na nossa região, mas as tarifas dos pedágios estão muito caras no plano, além de prever dois pedágios na ERS-020. Um seria o suficiente. Também não concordo com a transferência do ponto de cobrança de Campo Bom para Parobé, que trará consequências negativas aos moradores de Taquara que trabalham na região do Vale do Sinos.”

As justificativas apresentadas na moção dizem respeito à alta arrecadação de recursos financeiros pelo Governo do Rio Grande do Sul, através do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e das multas de trânsito. Também foi relatada a situação crítica vivida por todos brasileiros, devido à pandemia de Covid-19, com elevação nos índices de desemprego e insegurança alimentar, somada aos recentes aumentos nos preços dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina e do óleo diesel.

Os vereadores Jorge Almeida (Progressistas), Everton Gomes (Progressistas), Beto Lemos (PSB), Carmem Fontoura (PSB), Chiquinho Mariano (DEM), Dodô Mello (PSD), Sandro Montemezzo (PSD), Jaimara Almeida (PTB), Telmo Vieira (PTB), Lissandro Neni (PTB) e Ahmad Musleh (PSDB) também se manifestaram contra novos pontos de cobrança no Vale do Paranhana em seus pronunciamentos. As novas tarifas variam entre cinco e oito reais, ida e volta, sem isenção aos moradores dos municípios que abrigarem pedágios em seus territórios.