Um convite inesperado, em circunstâncias de coincidência assustadora. Foi desta forma que entrei, há cerca de nove meses, numa das experiências mais enriquecedoras que já tive, chamada Jornal Panorama.
Quem já me conhece, sabe que foi através desta mesma coluna que a minha trajetória teve início. Destaquei-me por meus textos e ganhei de recompensa um aprendizado sem igual. A começar pelas amizades que fiz, pelas pessoas que conheci e pelas inúmeras descobertas que aconteceram ao longo deste tempo. Mas mais do que isto, convivi com uma rotina de redação, aprimorei meu texto jornalístico, recebi elogios e críticas que me agregaram um pouco a cada dia e saí sentindo saudades dos bons momentos e das boas pessoas.
O Panorama me abriu a mente, os caminhos e os olhos, me encheu de conhecimentos e experiências de todas as variedades e, por este motivo, tenho pelo jornal e por sua equipe a mais sincera gratidão e um imenso carinho. Não digo que tenham sido meses perfeitos, porque a perfeição é um estágio inatingível, mas foi um tempo dedicado à atividade que eu amo, conheci pessoas pelas quais tenho uma afeição enorme e por isso carreguei comigo apenas as boas memórias.
Talvez muitos se perguntem: “se ela gostava tanto, por que decidiu sair?”, e a resposta é mais simples do que pode parecer. Saí porque era minha hora de pôr novos planos em prática e de arriscar a alçada de novos voos. Deixei o Panorama pois agora é tempo de projetar e traçar novos caminhos, talvez bem mais longos do que se imagina. Não é à toa que me despedi do jornal com lágrimas nos olhos, e também não é sem razão que estas mesmas lágrimas retornam à minha face enquanto escrevo.
Esta é uma carta aberta de agradecimento a um lugar que me ensinou e me ajudou a crescer. Amadureci muitos anos em alguns meses, aprendi a valorizar momentos e palavras, aprendi a reconhecer a hora de falar e a hora de calar, aprendi a lutar e me proteger, aprendi a compreender. Mais do que uma aula prática de como encaixar bem as palavras, o Jornal Panorama foi a primeira de uma série de lições de vida.
Deixo ao jornal meu mais profundo carinho e a gratidão mais pura, pela oportunidade de experimentar e de crescer, e pela chance de construir uma nova face de minha própria personalidade. E aos meus queridos e eternos colegas, fica o agradecimento pelo carinho que recebi e pela sinceridade que senti ao ouvir de vocês que sentirão minha falta. Ficam também os votos de que façam uso do imenso potencial que possuem e realizem todos os sonhos que crescem incubados em seus corações. Quero que saibam que jamais os esquecerei, tantos aos colegas quanto ao jornal, e que eu estarei à disposição para ajudar no que for necessário. Felicidades e muito sucesso a todos. Até a próxima!
Eduarda Neves
Estudante de Jornalismo, de Taquara
Esta postagem foi publicada em 15 de fevereiro de 2013 e está arquivada em Caixa Postal 59, Geral.


