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Casal é preso no litoral suspeito de torturar criança em Taquara; menina tinha perna quebrada e queimaduras de cigarro

Pai e madrasta da criança foram presos em Capão da Canoa; avó da menina, que reside em Cachoeirinha, também foi detida, por omissão
Imagem: Reprodução/iStock

Um casal foi preso em Capão da Canoa, no Litoral Norte, pelo crime de maus-tratos contra uma criança. Os dois, que são pai e madrasta da menina de 1 ano e seis meses, foram detidos na noite de terça-feira (12). Conforme a Polícia Civil, a vítima tinha diversas lesões pelo corpo, como queimaduras de cigarro e uma das pernas quebrada.

Conforme o delegado André Anicet, responsável pela investigação, a menina é fruto de um relacionamento extraconjugal do homem. Ao descobrir a paternidade, ele teria entrado em contato com a mãe da menina e pedido para conhecê-la.

Segundo a polícia, a menina estava há cerca de um mês com o pai e a madrasta passando férias em Taquara. No final de fevereiro, o casal alegou que “não aguentava mais a criança” e teria levado a vítima para a avó paterna, que reside na cidade de Cachoeirinha.

Uma semana depois, vendo a situação em que a neta se encontrava, a mãe do homem a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Na casa de saúde, ao verificar as marcas de agressões e fratura, a Brigada Militar e o Conselho Tutelar foram acionados. Esse fato teria acontecido na semana passada, na quarta-feira (6).

Conforme o delegado, a avó foi encaminhada para o plantão da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí, onde foi autuada em flagrante com base na Lei Henry Borel, que pune a omissão de comunicado à polícia em casos de violência doméstica contra criança.

As investigações prosseguiram e a Polícia concluiu que os atos de maus-tratos e tortura eram praticados pelo genitor e a sua companheira enquanto estavam com a criança em Taquara. Diante da conclusão, o homem de 23 anos e namorada de 22, tiveram prisão preventiva decretada pelo Juízo da Comarca de Taquara.

O delegado Anicet explicou que o casal não tinha um paradeiro fixo e estavam sempre mudando de cidade. Viviam em Taquara, Caxias do Sul e também tinham familiares na praia. Neste momento, os policiais receberam uma denúncia de que o casal estaria em Capão da Canoa, onde foram localizados.

Segundo Anicet, a menina segue internada em um hospital de Porto Alegre se recuperando das lesões e as três prisões em flagrante foram convertidas em prisões preventivas e aguardam julgamento. Os nomes dos envolvidos no caso não são divulgados para preservar a integridade da vítima, conforme determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).