
A mãe das gêmeas Manuela e Antônia Pereira, de 6 anos, que morreram em um intervalo de oito dias, em Igrejinha, pode ser liberada na quarta-feira (11). A Polícia Civil trabalha na conclusão do inquérito, mas a falta dos laudos periciais do Instituto-Geral de Perícias (IGP) tem dificultado o avanço das investigações.
A Polícia Civil considera a hipótese de envenenamento como causa das mortes e aponta a mãe, Gisele Beatriz Dias, como principal suspeita. No entanto, o prazo da prisão temporária, em vigor desde 15 de outubro, está prestes a expirar. Caso a Justiça não converta a detenção em prisão preventiva, ela poderá ser solta.
O delegado responsável pelo caso, Ivanir Luiz Moschen Caliari, informou que o inquérito será remetido à Justiça ainda esta semana, mesmo sem os resultados periciais. “Os trabalhos pelo IGP continuam”, afirmou.
Exumação e histórico do caso
O caso chamou a atenção da polícia e da comunidade após Manuela ter sido levada já sem vida ao hospital em 7 de outubro, e sua irmã, Antônia, falecer oito dias depois de maneira semelhante. Para aprofundar as investigações, o corpo de Manuela foi exumado em novembro, com o objetivo de subsidiar as análises laboratoriais.
O pai das meninas, Michel Percival Pereira, não é investigado. Ele prestou depoimentos e, segundo a polícia, não estava presente nos momentos das mortes. Gisele, por outro lado, já havia sido internada em uma ala psiquiátrica em setembro, recebendo alta pouco antes do falecimento de Manuela.
A família, marcada por episódios conturbados, também enfrenta o luto pela morte do filho mais velho, Michel Júnior, assassinado em 2022. A única filha sobrevivente, uma jovem de 19 anos, também relatou à polícia conflitos com a mãe.


