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Caso Marilene: acusado de tentar matar ex-servidora da Câmara de Taquara é condenado a 18 anos de prisão

Julgamento teve quase 12 horas de duração
Foto: Arquivo pessoal

Realizado nesta segunda-feira (27), o júri de José Antônio Sartori, de 64 anos, acusado de tentar matar a ex-companheira, Marilene Wagner Sartori, de 63 anos, em agosto de 2019, teve como sentença final a condenação do réu a 18 anos de prisão.

À época do crime, Sartori e Marilene estavam divorciados, mas ele propôs uma reconciliação. Os dois jantaram juntos naquele dia e, no caminho de volta para casa, Sartori parou o carro nas proximidades da ponte do Rio dos Sinos, na ERS-020, alegando algum problema mecânico. No entanto, ele desceu do veículo, colocou luvas, pegou a arma e deu tiros contra o vidro da janela do caroneiro, onde estava Marilene.

O homem voltou ao carro e dirigiu no sentido de Igrejinha. Marilene chegou a fingir a própria morte para que o ex-companheiro levasse ela até o Hospital de Taquara. Na casa de saúde, o réu disse que os tiros teriam sido feitos por assaltantes. Contudo, Marilene, lúcida, conseguiu contar a verdade aos policiais acionados pela equipe do hospital. Sartori foi preso no hospital e autuado em flagrante na delegacia do município.

Além da forma como tudo ocorreu, o crime também chocou a comunidade de Taquara em razão do fato de que Marilene trabalhou por muitos anos na Câmara de Vereadores do Município, como funcionária concursada do Legislativo. Na época do crime ela já havia se aposentado, mas continuava nos trabalhos legislativos, como diretora, em cargo comissionado. A presidência era ocupada, naquele ano, pela atual prefeita de Taquara, Sirlei Silveira.

Em entrevista à Rádio Taquara FM 105.9, a filha de Marilene, Cassiane Leonor Sartori, contou que o julgamento iniciou às 9h e encerrou próximo das 21h, tendo quase 12 horas de duração. E Antônio Sartori foi condenado a 18 anos de prisão.

“O crime de feminicídio foi considerado com todos os agravantes que eles tinham apresentado, quatro no total, e todos foram considerados por unanimidade pelo júri. E a pena ficou em 18 anos em regime fechado. Como ele já cumpriu quase quatro anos, irão completar quatro em agosto, tem mais 14 anos e alguns meses em regime fechado”, informa a filha de Marilene.

Em uma publicação em sua rede social, na manhã desta terça-feira (28), Cassiane agradeceu o trabalho do Ministério Público, em especial a doutora Cristina Schimitt Rosa e comemorou a sentença final.

“O ciclo de espera por justiça se encerrou e ela se fez plenamente!  Gratidão à Deus, a família e aos amigos ao longo destes anos de angústia e dor. Agradecemos imensamente ao trabalho executado com maestria pelo Ministério Público, na pessoa da Dr. Cristina Schimitt Rosa. Foi fundamental encerrar este capítulo para que um novo se inicie. Continuamos unidos com amor, propósitos em busca de justiça sempre”, comemora a filha de Marilene.