
O delegado Paulo Bilynskyj, 33 anos, reafirmou, na noite deste domingo (7), em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, a sua versão de que foi vítima de uma tentativa de homicídio cometido por sua ex-namorada Priscila Delgado de Bairros, 27 anos. A modelo, ex-moradora de Parobé, acabou morrendo no tiroteio ocorrido no apartamento de Paulo, em São Bernardo do Campo, no último dia 20 de maio. Apesar de dizer que não consegue entender o que levou a Priscila a atirar contra ele, o delegado mencionou ciúmes como possível causa para a briga. A família de Priscila, também ao Fantástico, voltou a dizer que não acredita na versão de Paulo.
Os dois se conheceram em 28 de fevereiro e Priscila se mudou no final de abril para São Bernardo. Os dois se casariam na última sexta-feira, dia 5 de junho. “As coisas se encaixavam muito gente entre a gente, os sonhos eram os mesmos, a vontade de estar com uma pessoa, ter um relacionamento sério, ter família”, comentou o delegado.
Segundo Paulo, na noite anterior ao fato, ele deixou o seu computador aberto na sala e foi jantar na cozinha. Quando saiu, Priscila teria lido uma mensagem anterior ao namoro deles, de uma admiradora do trabalho do delegado, com elogios. O delegado afirma que Priscila ficou muito desestabilizada, falou que iria embora naquela noite, para a casa de um ex-namorado em São Paulo. Contudo, o ex-namorado não foi buscar priscila, segundo a versão de Paulo.
O delegado continuou contando que ambos foram dormir, Priscila no quarto de hóspedes e ele na suíte. Disse que acordou às 6h da manhã no dia 20 e Priscila às 7h. “A gente conversou, ela não aparentava que iria fazer nada”, disse Paulo, acrescentando que foi tomar banho na sequência. Ao sair do banheiro, na hora que abriu a porta, Paulo sustenta que Priscila estava parada na frente e saiu atirando.
O delegado diz que o primeiro tiro atingiu seu peito, fraturou a costela e entrou no pulmão. “Falava para ela, não, não”, contou, dizendo que colocou a mão na frente, mas Priscila atirou duas vezes na sua mão. Disse, ainda, que caiu no chão e a modelo ainda teria atirado mais três vezes contra ele. “Tomei seis tiros”, conta. Sobre a morte da modelo, o delegado afirma: “Eu vi que ela atirou nela. Eu não consegui acreditar. Se entende que não faz sentido, não faz sentido”, ponderou.
Sem conseguir ficar em pé, Paulo disse que se arrastou para fora do apartamento, mesmo sangrando muito. O delegado afirma que as armas estavam trancadas com ele e sustentou que Priscila nunca tinha feito um curso. “A única coisa que era complicado entre a gente era o ciúmes. Deixei de seguir mais de 500 pessoas porque ela tinha muito ciúme”, afirma Bilynskj.
Também em entrevista ao Fantástico, os pais de Priscila, Vilmar e Marisa de Bairros, mais uma vez disseram que não acreditam na hipótese da tentativa de homicídio e de suicídio. Disseram que Priscila não tinha conhecimento anterior de armas e só poderia ter aprendido se Paulo a ensinou. Afirmaram, ainda, não ter conhecimento desse ciúmes apontado pelo delegado.
O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, que foi contratado pela família de Priscila, também disse ao Fantástico que não acredita na hipótese de suicídio e apresentou uma foto existente na investigação que mostra uma arma, na cena do crime, com o carregador fora da arma e um cartucho não disparado. Segundo o advogado, isso só poderia ter sido feito por um atirador.


