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Cesta de alimentos tem alta de 0,95% no Corede Paranhana-Encosta da Serra em março, impulsionada por café e hortaliças

Apesar do aumento, valor médio regional (R$ 281,94) permanece abaixo da média estadual; frutas seguem em queda

O custo da cesta de alimentos no Corede Paranhana-Encosta da Serra subiu 0,95% em março, atingindo R$ 281,94, conforme aponta o Boletim de Preços Dinâmicos da Receita Estadual. Embora tenha havido aumento, o valor regional segue inferior à média registrada no Rio Grande do Sul, que foi de R$ 292,07. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 10,42%, muito próxima dos 10,78% verificados em nível estadual.

Entre os itens que mais contribuíram para a elevação estão o café moído, com aumento de 15,97% no mês, e as hortaliças, cujo grupo passou de R$ 3,59 em fevereiro para R$ 4,48 em março — uma alta de quase 25%. O café, em especial, já acumula valorização de 93,33% em 12 meses, com o quilo chegando a R$ 57,96 na região.

O grupo de aves e ovos também teve impacto relevante. Em março, o preço médio foi de R$ 15,74, alta de 1,77% em relação a fevereiro. O aumento acumulado em 12 meses é expressivo: 40,57%.

Na contramão dessas altas, o grupo das frutas segue em queda. O valor médio passou de R$ 7,65 em fevereiro para R$ 7,15 em março, retração de 6,5% no mês. Esse recuo é atribuído à maior oferta de produtos sazonais, como a bergamota e a maçã, comuns neste período do ano.

Outros grupos apresentaram variações mais moderadas. Os panificados, por exemplo, subiram de R$ 16,07 para R$ 16,30 (+1,43%), enquanto os laticínios passaram de R$ 8,61 para R$ 8,72 (+1,28%). Já os cereais e leguminosas mantiveram a tendência de queda, recuando de R$ 5,36 para R$ 5,06 (-5,6%).

O levantamento considera os preços de 63 alimentos distribuídos em 12 grupos, com base nas Notas Fiscais do Consumidor Eletrônicas (NFC-e). A seleção dos itens é baseada nos hábitos de consumo identificados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.