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  YAKECAN NO PARANHANA

Chegada do ciclone causa transtornos em cidades do Vale do Paranhana

Houve quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e falta de luz. Vento cede e instabilidade prossegue nesta quarta-feira (18).
Fotos: Divulgação/Defesa Civil de Taquara

Apesar das previsões preocupantes sobre a passagem do Yakecan pelo Rio Grande do Sul, a chegada do ciclone nos municípios do Vale do Paranhana causou alguns transtornos aos moradores da região, como quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e falta de luz.

Conforme o secretário de Meio Ambiente, Defesa Civil e Causa Animal de Taquara, Matheus Modler, o relatório inicial, feito na manhã desta quarta-feira (18), apontou que o ciclone segue atuando na região, mas com menor intensidade.

“Durante a noite tivemos poucos registros de danos com pedido de lona. Houve alguns pontos isolados com falta de energia elétrica, nos bairros Cruzeiro do Sul, Ideal, Aimoré, Mundo Novo e Empresa, além de poucos registros de árvores caídas, quantitativo que ainda será avaliado agora pela manhã”, relata Matheus.

O relatório de Taquara mostrou ainda que, durante a madrugada, a precipitação foi de 8.89mm e ventos com pico de 68km/h, no bairro Santa Rosa, registrado pelo Observatório Espacial Heller e Jung, de Taquara.

A Defesa Civil de Parobé, conforme o coordenador Roberto Gaspar, não havia recebido nenhum chamado de socorro até esta manhã de quarta-feira. Situação semelhante a relatada pela coordenadora de Defesa Civil de Igrejinha, Alessandra Azambuja, e pelo comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Três Coroas, Juliano Volkart.

“Felizmente, aqui em Três Coroas está tudo em ordem. Só bastante chuva e vento, mas até o presente momento [ na manhã de quarta-feira] está tudo tranquilo”, comemora o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Três Coroas.

Procurado pela reportagem da Rádio Taquara, o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante, Leandro Gottschalk, também relatou tranquilidade em relação a chegada do Yakecan pelo Município.

“Rolante está tudo tranquilo. Tivemos apenas relatos de algumas árvores caídas, em Fazenda Fleck, localidade do interior, mas não tivemos maiores problemas por causa do vento”, destaca Leandro.

E em Riozinho, de acordo com o coordenador da Defesa Civil, Júlio Zolner, também não foram registradas situações preocupantes, como destelhamentos ou alagamentos.

“Ontem houve apenas uma queda de árvore de grande porte sobre a rede elétrica, na rua Emílio Geib , no Centro, deixando cerca de 25 residência sem  luz, mas a energia já foi restabelecida em quase sua totalidade. No mais, não foram relatados maiores danos, até o momento. Mas vamos verificar a situação das estradas, agora na parte da manhã”, conta o coordenador da Defesa Civil de Riozinho.

Vento cede e instabilidade prossegue nesta quarta-feira

Conforme a Metsul Meteorologia, com o afastamento do Yakecan do continente gaúcho, o vento nesta quarta-feira irá soprar durante todo o dia, predominantemente fraco com períodos de moderado no leste gaúcho, podendo ainda ter algumas rajadas ocasionais, principalmente na costa, menos frequentes do que na terça-feira.

O dia no Rio Grande do Sul ainda será de muitas nuvens e chuvas na maioria das regiões, ao menos em parte desta quarta-feira. A nebulosidade e chuva provocará outro dia frio, mas as condições para precipitação invernal cessam com o passar das horas, à medida em que a atmosfera em altitude fica menos fria.

ATUALIZAÇÃO

No início da tarde desta quarta-feira, as prefeituras de Rolante e Riozinho decidiram suspender as aulas do turno da tarde, em razão do aumento no nível dos rios que cruzam os dois municípios.

Um comunicado emitido pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante, relatando os índices pluviométricos em mais de 150 mm de chuva, alerta a comunidade para “se precaver para uma possível enxurrada”.

Em Igrejinha, de acordo com Alessandra Azambuja, coordenadora da Defesa Civil do Município, foram constadas, até o início da tarde, três casas com destelhamento parcial, além de quedas de árvores ou galhos na zona rural, como em Serra Grande e Voluntária.

Fotos: Divulgação/Defesa Civil de Igrejinha