
CIDADÃO “INOCENTE”, FOMENTO AO CRIME
Dia desses, vi uma entrevista na tevê de um Delegado de Polícia de São Paulo, que dizia que “o povo é o principal culpado da criminalidade do Brasil”. Pô, delegado, demorou! Só agora? Já faz tempo! Há uns 4/5 dias atrás, discutia com o meu barbeiro, Sandro esse tema, e pensei que seria um assunto interessante para ser dividido com os amigos leitores do nosso Panorama. O que esse delegado paulista estava querendo dizer, era que, não fosse os cidadãos (o povo) comprarem objetos oriundos de furtos/roubos, certamente não havia tantos crimes em nosso país. Ocorre que, cidadãos aparentemente do bem, se fazem de “inocentes” e ignorantes e, nessa hipotética e ingênua “vestimenta” compram artigos por um preço irrisório, cujos mesmos, deveriam partir de uma certa desconfiança. Temos visto que esse “tonto” elemento, sim elemento (típico tratamento policial a pessoas de má reputação) compra um celular que vale no comércio varejista R$ 2.500, por R$ 1.200. Pelo amor de Deus, o sujeito tem a obrigação de saber que: “aí tem!”, se não fizer o certo, fazendo-se de ingênuo, esse “elemento” vai ser processado por estelionato Artigo 180 do Código de Penal Brasileiro (CPB), e poderá pegar uma reclusão de 1 a 4 anos e multa, processo este, que o delegado deverá instaurar por dever de ofício, sob pena de prevaricação, caso não o fizer. Pense bem, amigo, ser fichado na Delegacia de Polícia, com direito até a foto de diversos ângulos do tipo de seriado de tevê – com o elemento segurando uma placa com a data. Será que vale a pena?!. Você, amigo leitor, já deve ter visto casos de pessoas comprarem um automóvel por 15 mil Reais, quando este valeria 50 mil, né? Ocorre que essa desculpa de ingenuidade, já era. A grande lição disso tudo para o cidadão que faz esse tipo de negócio é que ele vai ter que se dar conta – na marra – sobre o destino da sua ingênua negociação que vem a ser o crime organizado (leia-se o traficante de drogas). Aliás, tudo que está por trás desse furtos e roubos no nosso cotidiano, está um consumidor de droga que, via de regra comete esse delito (furto/roubo), e troca o dinheiro da venda com o traficante de drogas, fomentando, como falei no título desse artigo, o crime organizado. Portanto, cidadão do bem, tenha consciência do que estás fazendo e deixe de se fazer de tonto. Senão… o bicho pode pegar!
RUI FISCHER
Aposentado de Taquara


