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Esta postagem foi publicada em 9 de outubro de 2020 e está arquivada em Caixa Postal 59.

CIDADÃO “INOCENTE”, FOMENTO AO CRIME, por Rui Fischer

CIDADÃO “INOCENTE”, FOMENTO AO CRIME

Dia desses, vi uma entrevista na tevê de um Delegado de Polícia de São Paulo, que dizia que “o povo é o principal culpado da criminalidade do Brasil”. Pô, delegado, demorou! Só agora? Já faz tempo! Há uns 4/5 dias atrás, discutia com o meu barbeiro, Sandro esse tema, e pensei que seria um assunto interessante para ser dividido com os amigos leitores do nosso Panorama. O que esse delegado paulista estava querendo dizer, era que, não fosse os cidadãos (o povo) comprarem objetos oriundos de furtos/roubos, certamente não havia tantos crimes em nosso país. Ocorre que, cidadãos aparentemente do bem, se fazem de “inocentes” e ignorantes e, nessa hipotética e ingênua “vestimenta” compram artigos por um preço irrisório, cujos mesmos, deveriam partir de uma certa desconfiança. Temos visto que esse “tonto” elemento, sim elemento (típico tratamento policial a pessoas de má reputação) compra um celular que vale no comércio varejista R$ 2.500, por R$ 1.200. Pelo amor de Deus, o sujeito tem a obrigação de saber que: “aí tem!”, se não fizer o certo, fazendo-se de ingênuo, esse “elemento” vai ser processado por estelionato Artigo 180 do Código de Penal Brasileiro (CPB), e poderá pegar uma reclusão de 1 a 4 anos e multa, processo este, que o delegado deverá instaurar por dever de ofício, sob pena de prevaricação, caso não o fizer. Pense bem, amigo, ser fichado na Delegacia de Polícia, com direito até a foto de diversos ângulos do tipo de seriado de tevê – com o elemento segurando uma placa com a data. Será que vale a pena?!. Você, amigo leitor, já deve ter visto casos de pessoas comprarem um automóvel por 15 mil Reais, quando este valeria 50 mil, né? Ocorre que essa desculpa de ingenuidade, já era. A grande lição disso tudo para o cidadão que faz esse tipo de negócio é que ele vai ter que se dar conta – na marra – sobre o destino da sua ingênua negociação que vem a ser o crime organizado (leia-se o traficante de drogas). Aliás, tudo que está por trás desse furtos e roubos no nosso cotidiano, está um consumidor de droga que, via de regra comete esse delito (furto/roubo), e troca o dinheiro da venda com o traficante de drogas, fomentando, como falei no título desse artigo, o crime organizado. Portanto, cidadão do bem, tenha consciência do que estás fazendo e deixe de se fazer de tonto. Senão… o bicho pode pegar!

RUI FISCHER
Aposentado de Taquara

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