Cláudio Silva e Carlos Finger falam sobre saída do PT do governo interino de Parobé

Presidente do partido e secretário municipal concederam entrevista à Rádio Taquara.
Publicado em 21/02/2018 18:19 | Atualizado em 21/02/2018 18:21 Off
Por Vinicius Linden

Cláudio Silva e Carlos Finger se manifestaram sobre decisão tomada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Parobé. Arquivo/Panorama

A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de deixar o governo interino de Parobé movimentou o cenário político no município. Na manhã desta quarta-feira (21), o assunto foi repercutido no programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Participou, por telefone, o ex-prefeito de Parobé e atual presidente do partido, Cláudio Silva e, posteriormente, o secretário municipal de Educação, Carlos Finger, que é filiado à sigla.

Cláudio Silva evitou entrar em um detalhamento maior a respeito dos motivos que levaram o PT a deixar o governo. Ressaltou que foram todos expostos em uma carta divulgada pela sigla, em que o PT alega descontentamento com o cancelamento de programas e a nomeação de pessoas que não teriam condições de exercer funções no governo. O ex-prefeito evitou, no entanto, divulgar quais seriam os programas cancelados que motivaram o descontentamento da sigla.

Silva acrescentou que, mesmo na oposição, o PT terá postura de apoiar as boas iniciativas em prol do município. Relembrou o histórico de aproximação do prefeito interino, Moacir Jagucheski, com a sigla, e disse que o PT, agora, passará a avaliar as medidas quanto à postura de eventuais filiados que continuem no governo, uma vez que a decisão foi de entrega total dos cargos.

Confira a íntegra da entrevista:

 

Também se manifestou à Rádio Taquara o secretário municipal de Educação, Carlos Finger, que, mesmo filiado ao PT, continuará no governo interino. Segundo ele, após a entrega da carta do partido, conversou com o prefeito Moacir e ficou acertado que continuará à frente da pasta, por tempo indeterminado, para que possa conduzir a solução de problemas na área da educação.

Finger diz que havia rumores da saída do partido, mas que não participou da decisão. As conversas, segundo o secretário, diziam respeito à existência de partidos, na composição do governo, que não são do mesmo campo político. Contudo, o secretário disse que, quando foi feita uma composição para ganhar a presidência da Câmara de Vereadores, assim como no próprio governo do PT, se obteve o apoio de partidos opostos. Finger disse que ainda não fez um julgamento se a decisão do PT foi correta ou não.

O secretário disse estar tranquilo quanto a possibilidade de sanções. “Como filiado sei disso, mas, quando conversei com o prefeito Moacir, também pesei tudo isso. A maioria decide e se eles decidirem que eu não sou digno de estar no PT, ok, mas também posso entender que tem pessoas, dentro do PT, que não deveriam estar no PT, mas, por fisiologismo, estão no PT. A partir do momento que em 2002 e 2003 o partido ganhou a eleição nacional, virou alvo de muitas pessoas fisiologistas e hoje, no PT de Parobé, também tem isso”, declarou.

Assista a íntegra da entrevista com o secretário Carlos Finger:

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