Colaboradores do hospital de Parobé recebem homenagem da Câmara de Vereadores

Uma sessão solene, proposta pelo vereador Dari da Silva (PL), foi realizada nas dependências do Hospital São Francisco de Assis.
Publicado em 28/10/2021 15:34 | Atualizado em 28/10/2021 15:45 Off
Por Alan Júnior

Reconhecer a força, coragem e profissionalismo de quem está na linha de frente de combate à covid-19 desde o início da pandemia foi o objetivo da sessão solene realizada nas dependências do Hospital São Francisco de Assis na tarde desta quarta-feira (27). Proposta pelo vereador Dari da Silva (PL) e conduzida pelo presidente Marquinhos Friedrich (PDT), a homenagem foi marcada por relatos carregados de emoção e esperança. 

“Eu vi na entrada desse hospital técnicos de enfermagem saindo para chorar, mas no outro dia estavam aqui de novo para atender as pessoas. Eu vi pessoas da higienização entrando na van para ir pra casa e agradecendo a Deus por mais um dia, fazendo sinal da cruz e pedindo para que não estivessem levando o vírus para casa”, relembrou Dari. 

Como símbolo de gratidão ao trabalho dos profissionais, um representante de cada setor recebeu um certificado de reconhecimento e congratulações emitido pelo Legislativo. Participaram da sessão solene parte dos colaboradores do hospital, membros da diretoria e os vereadores Gilberto Gomes (Republicanos), Maicon Bora (PL), Sergio Padilha (Cidadania), Elario Jahn (MDB), Nilson Machado (DEM), além do vice-prefeito Alex Bora. 

Relatos

O presidente da Associação Beneficente de Parobé, mantenedora do HSFA, Elois Selomar dos Santos, disse que os colaboradores são verdadeiros heróis. “Em uma guerra, quem vai lutar são os militares, mas aqui esse é o nosso exército”, valorizou, ressaltando que até hoje algumas pessoas não saem por medo do vírus, enquanto os profissionais da saúde enfrentaram a pandemia de frente. “É uma justa homenagem a esses trabalhadores”, destacou.

Também fez uso da palavra a enfermeira coordenadora do setor de UTI, Fernanda Velho. “Passamos por dias complicados, plantões exaustivos e muitas vezes até cogitamos não voltar. Muitos dos nossos ficaram pelo caminho. Cada um por seus motivos. Ou pela doença ou pelo psicológico. Dos que resistiram à batalha, todos carregam um coração cheio de cicatrizes”. Por outro lado, disse, cada paciente com alta foi uma vitória e motivo de comemoração. “Infelizmente o fim ainda não chegou. Seguimos a batalha. Por este motivo pedimos que todos os cuidados continuem para que possamos um dia comemorar”, concluiu.

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