Reorganização estrutural e projetos pedagógicos têm andado de mãos dadas no Colégio Estadual João Mosmann após o dia 27 de agosto de 2016, quando um incêndio destruiu o setor administrativo e a sala de informática do educandário. Um ano após o ocorrido, a equipe diretiva ainda trabalha em melhorias educacionais e na busca por conquistas na infraestrutura.
O episódio traumático do ano passado esteve presente até fevereiro, quando os escombros da construção foram retirados totalmente, graças a uma parceria com a prefeitura. O caso prejudicou o educandário inclusive em relação ao número de alunos. As matrículas caíram de 660 em 2016 para 550 em 2017. Ainda assim, o diretor Gilnei da Rosa ressalta o empenho de toda a equipe diretiva, do quadro de colaboradores e da comunidade escolar para as readequações no colégio, a fim de garantir a qualidade no ensino. “Nosso objetivo é mostrar que a escola está funcionando e se reerguendo”, externou.

Após o ocorrido, o diretor lembra que os professores tiveram momentos de diálogos com os estudantes sobre a importância da conservação física do educandário, a fim de sensibilizar os alunos para o zelo com o espaço. O diretor ressalta que um projeto de jardinagem tem embelezado a fachada da escola com flores. Um projeto de horta escolar foi retomado sob a responsabilidade dos próprios educandos, que se beneficiam com hortaliças na merenda.
O diretor avalia que a maior perda durante o incêndio foi de documentação, como históricos escolares de alunos, materiais de aula de professores, arquivos e registros do colégio. Ele destaca que o apoio da comunidade tem sido importante para a reestruturação da escola, como a participação em eventos e promoções do educandário. Em setembro, serão realizados os festejos farroupilhas, com programação aberta à população. Gilnei garante que os projetos pedagógicos, como feira de ciências, cultura afro, jogos estudantis, têm garantido o envolvimento do estudante em atividades no ambiente escolar.
Na quinta-feira da semana passada, representantes da escola estiveram na Assembleia Legislativa, onde conversaram com o deputado estadual Lucas Redecker (PSDB) e solicitaram apoio para o projeto de construção de um ginásio poliesportivo. Gilnei lembra que essa obra é um sonho da comunidade escolar, mas que, em fevereiro, havia sido arquivado pelo governo gaúcho. A intenção é reativar a proposta, que beneficiará alunos e moradores locais. “Conseguimos fazer com que a escola funcionasse dentro da normalidade”, avalia.

Prédio destruído não será reconstruído
O prédio totalmente destruído não será reconstruído. Um projeto para revitalização do local foi enviado pela 2º Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) há cerca de dois meses para a Secretaria Estadual da Educação, que deverá fazer a licitação da obra. A direção espera alguma posição para 2018. Futuramente, deverá ser uma área coberta para uso de convivência dos alunos. O orçamento também prevê reforma de banheiro e adequação de sala para receber o laboratório de informática.
Após o incêndio, o colégio recebeu doações de materiais de escritório para conseguir reorganizar a secretaria, diretoria e sala dos professores. Estes setores foram alocados em espaços ociosos, não prejudicando nenhuma turma. Há poucos meses, Gilnei conta que, através de campanhas com apoio da comunidade, como rifa e meio-frango, a direção conseguiu verba para a compra de novos equipamentos.
Neste ano, foram instalados condicionadores de ar e feitas pinturas em salas de aula e na quadra esportiva. Gilnei lembra que está previsto recurso federal para pintura de todo o educandário. Na próxima semana, serão realizadas melhorias na sala de vídeo. As turmas dos anos iniciais também têm sido beneficiadas com os progressos, e agora contam com retroprojetores para auxiliar nas atividades didáticas. A biblioteca recebeu novos computadores com acesso à internet para que os estudantes possam fazer pesquisas de trabalhos propostos pelos professores. Desde maio, foram investidos mais de R$ 50 mil em obras emergenciais.



