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Prevenção e combate ao aedes aegypti são temas de aula em escola de Taquara

Alunos do quinto ano, do Colégio Municipal Theóphilo Sauer, de Taquara, estão preocupados com a questão referente ao Aedes Aegypti.

Alunos do quinto ano, do Colégio Municipal Theóphilo Sauer, de Taquara, estão preocupados com a questão referente ao Aedes Aegypti. O vetor é responsável pela transmissão de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. Com a ajuda da professora Maguida Hehn, eles elaboraram um projeto que prevê a prevenção ao mosquito, através do estudo e conhecimento e do combate aos focos de reprodução. O projeto será compartilhado com todos os estudantes no decorrer do ano.

“O nosso trabalho está seguindo diversas etapas. Começamos com as pesquisas sobre o mosquito e todas as doenças transmitidas, os alunos produziram repelentes caseiros, confeccionaram o seu próprio mosquito para analisar as suas características, produziram cartazes, fizeram uma patrulha no pátio da escola e em suas próprias residências detectando possíveis pontos de procriação do vetor e trabalham a prevenção ao mosquito”, relata a professora.

Na escola, as observações dos alunos foram passadas à zeladoria. Baldes, lixeiras, tonéis, vasos e demais objetos que podem servir de local para a procriação das larvas foram vistoriados, e, tudo o que foi anotado como irregular já está sendo resolvido, conforme salienta a professora Maguida. “Todas as sextas-feiras faremos uma patrulha para ver se as solicitações foram cumpridas e se há alguma situação nova que possamos auxiliar ”, observa a professora.

Mas a turminha é uma patrulha da dengue não somente dentro da área escolar como em suas próprias moradias e também na vizinhança. “Revisei todo o pátio de casa, escovei e limpei os potinhos dos cachorros e vi que as bromélias ficam cheias de água, aí falei pra professora e vamos ver o que fazer para que ali não seja um ponto para o mosquito procriar”, disse a aluna Victória Cristine Pereira dos Santos, de 11 anos.

O aluno João Copuniski, 10 anos, também fez uma checagem no pátio ao lado de sua casa. “Meu vizinho tinha um monte de latas cheias de água, aí eu disse pra ele ter cuidado e virá-las para baixo e ele disse que vai cuidar”, destacou. Para o aluno Kayky Renan Lopes Paim de Arruda, 10 anos, o estudo feito em aula servirá como aprendizado para compartilhar com a família e os amigos. “Só um mosquito pode transmitir diversas doenças diferentes como a Chikungunya, a febre amarela, a Zika e a dengue, por isso é tão importante sabermos como prevenir a sua procriação”, comenta Kayky.

Separados em grupos, os alunos confeccionaram cartazes sobre o que aprenderam até o momento destacando a microcefalia, a Zika, a prevenção à dengue e demais informações sobre o Aedes Aegypti. “O objetivo é apresentar de sala em sala o trabalho, para que todos os colegas aprendam sobre as epidemias e sirvam de agentes contra o mosquito, e, também confeccionar um folder com todas as informações pertinentes à conscientização”, explica Maguida.

Durante as diversas pesquisas os estudantes encontraram receitas caseiras de repelentes. Eles explicam que alguns repelentes caseiros são ineficazes, mas que há produtos que auxiliam na proteção. “Estamos na fase inicial do projeto e como todo pesquisador estamos avaliando a real eficácia das nossas fórmulas para, se der certo, passar adiante”, explica. Uma das receitas elaboradas pelos alunos leva cloro, álcool, água e óleo corporal. A outra é feita à base de citronela, água e álcool.

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