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Com queda de 39%, Paranhana gera 2.310 empregos em 2022

Municípios da região desaceleraram na criação de vagas formais comparado a 2021.

Depois de um primeiro semestre animador, em que os municípios da região tiveram resultado positivo com a criação de 2.755 empregos com carteira assinada, o Vale do Paranhana acompanhou uma desaceleração da economia no segundo semestre de 2022. O resultado foi um saldo negativo de 445 empregos fechados nos últimos seis meses do ano, com um tombo significativo em dezembro – que teve 852 vagas cortadas – resultado compensado no segundo semestre pela soma de outros meses. Ao todo, a região criou 2.310 empregos formais no ano passado – o que corresponde a uma queda de 39,8% em relação aos 3.840 postos de trabalho abertos em 2021.

Na análise dos dados mês a mês, todos os municípios sofreram com a redução de vagas no segundo semestre. O melhor mês do ano passado na criação de oportunidades foi fevereiro – com 1.298 empregos somados. Já em dezembro foi o mês do tombo, com o corte de 852 vagas. Acompanhe, abaixo, a tabela com a geração de empregos na região mês a mês.

Na análise por municípios, a liderança na geração de empregos em 2022 na região ficou com Parobé. Foram 671 postos com carteira assinada abertos no município. Na análise setorial, Parobé tem como destaque o setor de serviços, que abriu 767 postos, melhor resultado na região. Já a indústria parobeense abriu 518 empregos. Parobé também ostenta, porém, o maior tombo na construção civil da região – com 655 empregos cortados nesta área no município. O comércio em Parobé abriu 38 empregos e a agropecuária três vagas.

Em segundo lugar na geração de empregos aparece Igrejinha. O município teve 579 empregos gerados na indústria e 88 no setor de serviços. Os demais setores têm saldos negativos. Caso do comércio, que fechou 15 vagas; a construção cortou oito empregos; e a agropecuária eliminou três postos de trabalho.

Três Coroas aparece na terceira posição na geração de postos no Vale do Paranhana, com 476 empregos. Foram 376 na indústria; 72 no setor de serviços; 17 na construção civil; e 13 no comércio. A agropecuária fechou dois postos. Já Taquara ocupa a quarta posição em geração de empregos, respondendo por 409 novos postos. Foram 274 no setor de serviços; 134 na indústria; e três na agropecuária. O comércio e a construção civil fecharam um posto de trabalho cada na economia taquarense.

Por fim, Rolante aparece com 71 empregos criados em 2022, quinta posição da região. São 65 postos no setor de serviços; 11 na indústria; 11 na construção civil; e um na agropecuária. O comércio rolantense fechou 17 postos de trabalho. Em Riozinho, foram 42 empregos criados. Menor município da região, a economia riozinhense acaba sempre ficando na sexta posição – o que é resultado do seu próprio tamanho. Foram 41 empregos na indústria, sete na agropecuária, dois na construção civil e um no setor de serviços. O comércio de Riozinho fechou nove postos de trabalho.

A análise setorial, mais uma vez, demonstra a importância da indústria para a região, respondendo por 1.659 empregos criados. Depois, o setor de serviços abriu 1.267 oportunidades. A construção civil, porém, é um setor que tem tido menos oportunidades, com o fechamento de 634 vagas com carteira assinada em 2022. Já o comércio e a agropecuária empataram no número de vagas criadas na região – foram nove em todo o ano passado.