
O incêndio de grandes proporções que destruiu dois prédios comerciais em Taquara, na noite de domingo (03), mobilizou bombeiros militares e voluntários de seis cidades da região. O trabalho de combate às chamas e rescaldo seguiu durante toda a madrugada, sendo concluído por volta de 5h30min desta segunda-feira (04).
Por volta de 23h, o fogo iniciou na loja Shopping Real, situada de uma rua até a outra, entre a General Frota e a Coronel João Pinto. Rapidamente, as chamas atingiram todo o prédio e se alastraram para a unidade da Lojas Colombo, que fica na esquina da Coronel João Pinto com a rua Guilherme Lahm.
Em razão de material inflamável existente nos dois imóveis, o Corpo de Bombeiros de Taquara teve dificuldades para combater o fogo muito forte e recebeu apoio de outras cidades da região, na tentativa de evitar que as chamas atingissem outros prédios vizinhos.
Em entrevista à Rádio Taquara FM 105.9, na manhã desta segunda-feira, o comandante do Corpo de Bombeiros de Taquara, tenente Waldemar David Pereira Dias, informou que a ação de combate ao fogo foi realizada por 17 bombeiros militares, dos quartéis de Taquara, Parobé, Sapiranga e Campo Bom, além do apoio do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante e de Igrejinha, no fornecimento de água e combate às chamas.

Segundo tenente Dias, durante os trabalhos de combate ao incêndio e rescaldo das cinzas, foram utilizados cerca de 290 a 300 mil litros de água.
“A maior dificuldade que enfrentamos neste incêndio foi o fato de que todos os prédios são encostados um no outro, sem compartimentação, o que causou um grande risco a varias lojas no entorno”, relata o comandante do Corpo de Bombeiros de Taquara.
Não houve feridos durante o incêndio do Shopping Real e Lojas Colombo, apenas danos materiais. A ação dos bombeiros militares e voluntários conseguiu isolar e proteger das chamas os prédios da Mondial Calçados, Lojas Becker e Nestor Ferragens.
Tenente Dias fez ainda um agradecimento às equipes da Defesa Civil, que forneceu água e fez o isolamento das ruas, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que disponibilizou sua ambulância com médico e enfermeiros para o eventual atendimento de algum bombeiro que passasse mal, a Secretaria de Trânsito, e a Brigada Militar, que trabalhou intensamente em todos os momentos e, após o incêndio, ficou guarnecendo o local até a chegada da perícia.


