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Comunidade de Parobé participou de atividades pelo Dia do Trabalhador

Sindicato dos Sapateiros de Parobé promoveu evento especial na Rua Coberta.
Teatro Teleco apresentou esquetes de humor sobre pontos polêmicos da reforma trabalhista. Divulgação/Eduarda Rocha

A Rua Coberta da Praça 1º de Maio, em Parobé, recebeu, na tarde desta terça-feira (1º), um evento especial para comemorar e refletir sobre o Dia do Trabalhador. Promovido pelo Sindicato dos Sapateiros do município, o evento contou com atrações musicais, teatro humorístico e falas importantes a respeito das alterações aprovadas com a reforma trabalhista. Durante a abertura das atividades, representantes de entidades sindicais deram o tom de protesto em seus discursos, com duras críticas às medidas do governo perante a classe trabalhadora.

O presidente da entidade, João Pires, destacou a necessidade de o trabalhador fortalecer a luta sindical em prol de seus direitos. “Hoje nós precisamos estar unidos mais do que nunca, para garantir que não haja mais retirada de direitos. A reforma trabalhista já nos causou impactos negativos e agora a da previdência pode causar perdas maiores ainda”, alertou.

Já o representante dos comerciários de Novo Hamburgo, Vitor Gatelli, lembrou que há mais de cem anos, os trabalhadores brasileiros promoveram a primeira grande greve contra a exploração do trabalho e, de lá para cá, a classe trabalhadora foi acumulando conquistas, sempre com luta e sacrifícios. “Os sindicatos são o símbolo da luta pelo direito dos trabalhadores. Agora é o momento de fortalecimento destas instituições, para garantir que não ocorra mais retrocesso quanto a estas conquistas”, destacou.

O Teatro Teleco foi a atração mais esperada do evento, reunindo dezenas de pessoas para acompanhar o show. Alguns dos pontos mais polêmicos da reforma trabalhista fizeram parte da esquete que foi apresentada pelo time de humoristas. Assuntos como o fim das negociações coletivas, a presença de gestantes em locais insalubres e o horário de almoço do trabalhador permearam todo o espetáculo. “Nós trouxemos uma reflexão acerca de assuntos sérios, mas utilizando o humor para que os trabalhadores pudessem se divertir e pensar a respeito da precarização que hoje vivemos perante aos postos de trabalho com a aprovação da reforma”, enfatizou Pires.

urante a abertura, sindicalistas deram o tom de críticas a respeito do cenário atual para a classe trabalhadora. Divulgação/Eduarda Rocha