Geral

APF perde na Bronze, mas disputará prata em 2017

PAROBÉ – Não foi o resultado esperado, mas a Associação Parobeense de Futsal (AFP) tem bastante a comemorar: está na

PAROBÉ – Não foi o resultado esperado, mas a Associação Parobeense de Futsal (AFP) tem bastante a comemorar: está na Série Prata de Futsal, a segunda divisão do esporte no Rio Grande do Sul, em 2017. No último sábado, com o ginásio Décio Francisco da Costa lotado, a APF empatou em 3 a 3 com o Uruguaianense. O resultado deu o título da Série Bronze à equipe visitante. A APF precisava vencer no tempo normal para forçar a prorrogação, momento em que jogaria pela vantagem do empate.

 

A APF abriu o jogo tomando as iniciativas e começou em cima dos adversários. O goleiro Eduardo teve trabalho. Com cinco minutos de jogo, Bruninho abriu o placar para Parobé. Outras chances foram desperdiçadas pelo time parobeense, comandado por Adão Vilanova. O primeiro tempo terminou em 1 a 0 para a equipe da casa.

 

No segundo tempo, o equilíbrio técnico entre as duas equipes da competição predominou até os seis minutos, quando Deivid Willian empatou a partida e começou a aproximar o Uruguaianense do título. A equipe da fronteira ainda virou o placar, faltando seis minutos para o final da partida, com Guilherme Falcão. Os minutos finais foram o espelho dos dois jogos entre APF e Uruguaianense, marcados pela adrenalina e tensão. Precisando virar a partida, a equipe de Parobé partiu para cima, colocou, inclusive, goleiro-linha. Faltando um minuto para o fim do jogo, Gian Marcos empatou a partida.

 

Mas o resultado em 2 a 2 ainda não servia para a APF. Faltando apenas 33 segundos para o término, a arbitragem assinalou pênalti a favor do time parobeense. Gian bateu, fez o segundo dele e deixou o jogo encaminhado para a prorrogação, em 3 a 2. No entanto, as emoções da final não pararam por aí. Quando faltavam 18 segundos para o término do tempo normal, Lucas Rodrigues silenciou o ginásio de Parobé, empatando e dando números finais à partida. Com o 3 a 3, o Uruguaianense levantou o troféu da competição.

 

Além de faturar o título, a equipe de Uruguaiana teve o artilheiro da competição, com Rodrigo Gomes Brazeiro. Ao todo foram 37 gols em 26 jogos. Já a APF teve a defesa menos vazada da competição. As duas equipes estão classificadas à Série Prata. Neste ano, a Série Bronze contou com 246 jogos e 1683 gols marcados.

 

O diretor de futsal da APF, Gilmar Grespan (Chimango), em entrevista ao programa Panorama Esportivo, da Rádio Taquara, comentou que a diretoria da equipe parobeense está satisfeita com o resultado, embora o título não tenha sido conquistado, mas a principal meta foi alcançada, a classificação à Série Prata. Chimango agradeceu o apoio dos patrocinadores do clube, à imprensa regional e, principalmente, aos torcedores. O dirigente disse que a equipe passa a se preparar para a Prata em 2017, que tem jogos previstos para iniciar em abril. A ideia é manter o time principal, na categoria adulta, e há estudos para a eventual inscrição de equipe na categoria sub-15.

 

Confusão impediu premiação dentro do ginásio

A entrega da premiação às equipes, após o confronto do sábado, não pôde ser realizada dentro da quadra do ginásio Décio Francisco da Costa. O motivo foi uma briga generalizada entre as torcidas do Uruguaianense e da Associação Parobeense de Futsal (APF). Com isso, os representantes da Federação Gaúcha de Futsal (FGF) decidiram entregar os troféus dentro dos vestiários. Na confusão, houve mesas e cadeiras voando, socos para todos os lados e até spray lançado pela torcida do time de Uruguaiana. Nas redes sociais, durante toda a semana do jogo, as duas torcidas estavam se provocando.

 

A briga foi citada pela arbitragem na súmula da partida. Panorama obteve acesso ao documento, em que os delegados da Federação afirmam que um repórter de uma emissora de rádio de Uruguaiana dirigiu-se à torcida da equipe de Parobé, após o jogo, fazendo gestos provocativos, sendo contido e retirado. Em seguida, afirma o relato da arbitragem, ocorreu uma briga generalizada entre as duas torcidas, não sendo possível identificar os envolvidos. Houve intervenção da segurança particular para conter os ânimos e a Brigada Militar teve que fazer a escolta do time de Uruguaiana até a saída de Parobé.

 

O diretor de Futsal da APF, Gilmar Gresspann (Chimango), em entrevista à Rádio Taquara, disse que os fatos ocorridos após a partida foram lamentáveis. Comentando que os dois times terão que se enfrentar no ano que vem, na Série Prata, Chimango disse que será necessário um contato entre as diretorias da APF e Uruguaianense, para combinar formas de acalmar os ânimos entre as duas torcidas.

Leave a Reply