
Responsável pelo policiamento ostensivo, a Brigada Militar também desenvolve uma série de estratégias de prevenção à criminalidade. Uma destas ferramentas empregadas pela corporação é a orientação, através de campanhas informativas. Em parceria com o Jornal Panorama e a Rádio Taquara, nos próximos meses, serão publicadas matérias com dicas e orientações do comandante da corporação em Taquara, capitão Juliano Cardoso Arali, com vistas a esclarecer sobre diversos crimes e as formas que a população pode atuar no sentido de se prevenir. A ideia é ajudar no esclarecimento para evitar o registro destes delitos.
O primeiro crime abordado pelo capitão Juliano é o roubo a pedestre, assaltos que acontecem quando o cidadão está caminhando pelas vias públicas. Em Taquara, os índices deste crime são considerados controlados pela corporação policial. Mesmo assim, o comandante orienta para medidas que podem ser tomadas pela comunidade a fim de prevenir as ocorrências. A primeira delas é evitar transitar em locais escuros, em especial nos horários mais tardes da noite, e ainda sem estar acompanhado. Estacionar em locais escuros é outro perigo apontado pelo capitão, em especial quando o cidadão fica dentro do veículo de forma distraída. “Em muitos casos, a pessoa fica desligada, mexendo no celular, por exemplo, e perde o controle do que está à sua volta”, exemplificou, lembrando que uma medida mais segura é evitar de ficar dentro do veículo.
Sobre a manutenção do controle do que acontece ao seu redor, o capitão lançou um alerta especial. Segundo Juliano Arali, todo o criminoso sempre buscará o alvo mais fácil, ou seja, a pessoa que oferece menos resistência. “É preciso levar em conta que o bandido possui tempo para planejar seus crimes, por isso precisamos prestar atenção quando estamos nas ruas, para garantir que o seu planejamento não tenha resultado”, disse.
Dica simples, mas nem sempre observada pela comunidade, é o fato de sempre que caminhar levar bolsas à frente. Segundo o capitão, as bolsas atrás do corpo são um risco mais significativo, pois não estamos no controle e ficam mais fáceis do criminoso leva-las. O mesmo acontece com telefones celulares: o capitão orienta jamais caminhar levando estes dispositivos no bolso traseiro, uma prática comum do dia a dia. A orientação é que os celulares sempre sejam transportados à frente, sem chamar a atenção. Caminhar pela rua de maneira dispersa, muitas vezes com o uso do fone de ouvido dos telefones, é outro comportamento que reforça o risco de ser vítima de um assalto. Novamente, segundo o capitão, o ladrão prefere pessoas em que ele tenha mais controle, ou seja, presas mais fáceis para o assalto. Por isso, caminhar pelas ruas sem prestar atenção ao que acontece torna a pessoa um alvo em potencial.
Contar o dinheiro em via pública é outra rotina completamente desaconselhada pelo comandante da Brigada Militar. Além disso, o capitão diz que a população deve evitar andar com valores altos, dando preferência, por exemplo, aos meios eletrônicos de pagamento, como o uso de cartões de débito/crédito. No tocante à chegada em casa, o capitão Juliano oriente que, se verificar algo estranho, ou pessoas suspeitas nas redondezas, evite entrar no imóvel. “Dê mais uma volta e, se a situação persistir, acione a Brigada”, comentou.
Por fim, em caso de um assalto ser registrado, uma dica é essencial: não reaja. “A vida vale mais do que qualquer bem material”, reforçou, explicando que o criminoso, em geral, quando está cometendo o delito, está com situação nervosa delicada, receio de ser descoberto, entre outras questões, o que facilita atitudes impensadas que podem ser fatais.


