
O Conselho Municipal de Saúde realizou, na terça-feira, a sua reunião mensal, na sede da Secretaria de Saúde. O tema dominante da pauta foi a situação do Hospital Bom Jesus, a partir da ação judicial movida pelo MPE e MPF. Em cerca de uma hora e meia de debate, não se chegou a um consenso sobre uma posição a ser tomada pelo órgão a respeito. O Conselho aguardará uma decisão sobre a liminar da Justiça Federal.
No comando da reunião, a vice-presidente do Conselho, Cristina David, disse que, da forma como está atualmente, não é possível que o hospital continue sendo administrado. O secretário de Saúde, Vanderlei Petry, disse que a reunião da Câmara de Vereadores, no mesmo dia pela manhã, acabou não gerando resultado mais efetivo, devido à ausência dos órgãos proponentes da ação judicial. O diretor-administrativo do Hospital, Heleno Severo, ressaltou que o Bom Jesus está preparando a resposta à ação e aos apontamentos recentes feitos em vistoria pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Acrescentou que o Bom Jesus continua funcionando, com dificuldades, mas fazendo o atendimento à comunidade.
A manifestação mais enfática do encontro foi feita pelo médico Paulo Morassutti. Segundo ele, o corpo clínico trabalha todos os dias para manter o hospital funcionando, mas o grupo é cada vez menor. Hoje, relatou, existe apenas um anestesista. De acordo com Morasutti, o conceito do ISEV é muito ruim, o que impediria a atração de mais médicos. Ressaltou que o Hospital ficou mais de um ano sem ter convênio com o Instituto de Previdência do Estado (IPE) e que aparelhos, como o tomógrafo, também ficaram cerca de um ano sem funcionar. “Os hospitais da região estão crescendo e nós estamos indo para baixo”, comentou, acrescentando que “o ISEV diz que não tem dinheiro, mas não quer sair”.


