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  VIOLÊNCIA SEXUAL

Conselho Tutelar de Igrejinha e Faccat firmam parceria na realização de estudo científico

Estudo, que é pioneiro na região, foi entregue em 2021 e serve de subsídio para busca de melhorias do atendimento prestado
Foto: Imagem ilustrativa

Tendo como pilar principal o zelo pelo direito da criança e do adolescente, o Conselho Tutelar de Igrejinha firmou uma parceria com as Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), que resultou em um estudo científico sobre os dados das suspeitas de violência sexual em Igrejinha.

O estudo, que é pioneiro na região, foi entregue em 2021 e desde então tem possibilitado momentos de conversa e debate em busca de soluções para os problemas encontrados. O projeto foi elaborado pela aluna do curso de Psicologia da Faccat, Eduarda Carolina Altenhofen, e orientado pela então coordenadora do curso Ana Paula Lazaretti.

Para a construção do estudo foram analisados todos os casos de suspeita de violência sexual em Igrejinha, desde o início dos registros, a fim de criar um panorama das principais características das vítimas e suspeitos.

O Conselho Tutelar tomou a iniciativa de propor a parceria para a pesquisa ao perceber o aumento no tempo de espera entre a avaliação física e a psíquica, o que se deu devido ao fechamento de órgãos estaduais responsáveis pela realização das perícias no período da pandemia.

Conforme a prefeitura de Igrejinha, a partir da pesquisa já foram realizadas com a comunidade ações, como o Concurso de Desenhos, o Projeto Ouvindo a Vida, a Roda de Conversa, além de momentos de troca entre os próprios conselheiros e as autoridades do Município.

O colegiado do Conselho Tutelar de Igrejinha destaca a importância de contar com a ciência na busca por melhorias.

“Quando nos propomos a estabelecer a parceria com a Faccat, levamos em conta a credibilidade que a instituição tem em toda a região. Sabemos que toda atitude só pode ser tomada a partir de dados fundamentados e devidamente analisados, especialmente quando falamos de pessoas em situação de vulnerabilidade. Estamos muito satisfeitos com os resultados da pesquisa e agindo dentro das possibilidades”, afirma o colegiado.