Contrariedade na instalação de pedágio em Parobé é reforçada ao presidente da Assembleia Legislativa

Comissão reforçou que pedágio poderá resultar em um terrível impacto econômico e social para a região
Publicado em 05/08/2021 14:16 | Atualizado em 05/08/2021 14:17 Off
Por Cleusa Silva
Fotos: Divulgação/Assembleia Legislativa do RS

Durante uma reunião com o deputado estadual Gabriel Souza, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, ocorrida na quarta-feira (04), o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) e prefeito de Parobé, Diego Picucha, reforçou a contrariedade dos prefeitos e entidades da região em relação a transferência da praça de pedágio da ERS-239 em Campo Bom para Parobé.

Acompanhado de uma comissão, o prefeito de Parobé reforçou que essa intenção unilateral do Governo Estadual de impor um modelo de concessão de rodovias poderá ser extremamente onerosa para o cidadão do município e de toda a região, tendo como consequências um terrível impacto econômico e social.

A comissão, formada por Picucha, o prefeito de Maquiné João Marcos, que é presidente do Consórcio Público da Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte), a vice-prefeita de Maquiné Elena Masiero, o prefeito de Riozinho Marquinhos Pretto, o vereador de Parobé Leno, e o assessor de Gabinete Lucas Fernandes, ponderou novamente sobre o formato do plano de concessões de praças de pedágio do Governo Estadual e levantou os principais anseios quanto ao tema.

Segundo Picucha, até agora o Estado não apresentou um estudo técnico ou argumentos convincentes que embasem a transferência da praça de pedágio de Campo Bom para Parobé.

“Seguimos na nossa luta para que o pedágio não se instale em nosso município e isole a nossa cidade, causando um terrível impacto econômico e social no nosso município, em nossa força produtiva e no nosso cidadão, atrapalhando ainda mais o desenvolvimento da cidade e da região que vem sofrendo os impactos negativos da pandemia. Parobé não quer e não aceita o pedágio. A comunidade não pode pagar essa conta”, destaca o presidente da Ampara.

Durante o encontro com o presidente da Assembleia Legislativa também foram destacados novamente os três pontos principais elencados na audiência realizada pela Ampara, no mês passado, com as principais lideranças políticas e de diversos segmentos da sociedade e que não constam no plano de concessões do Governo do Estado: a não transferência da praça de pedágio de Campo Bom para Parobé, a não inclusão de duas praças de pedágio na ERS-020 e a inclusão do trecho da ERS-239 entre Riozinho e Maquiné no plano de concessões do Governo do Estado.

“Defendemos a participação efetiva de toda a sociedade na elaboração desse processo de concessões que está sendo feito às pressas pelo Estado, de forma unilateral e atropelada, sobre um tema seríssimo e que terá impacto por 30 anos na vida da comunidade”, finaliza Picucha.

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