Três municípios da região têm identificação biométrica total nas eleições deste ano: Riozinho, Rolante e Três Coroas. Mas outros três, Parobé, Igrejinha e Taquara, ainda não tiveram concluída a revisão do cadastro biométrico. Mesmo assim, eleitores destes últimos três municípios relataram, na manhã deste domingo (7), que foram surpreendidos ao chegar ao local de votação e terem as impressões digitais solicitadas pelos mesários. A Justiça Eleitoral explica que isso se deve a um convênio com o Instituto Geral de Perícias (IGP).
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) explicou que, dos 497 municípios do estado, 71 ainda têm o processo de revisão biométrica em andamento, caso de Taquara, Igrejinha e Parobé. Nestas localidades, segundo o TRE, parte do eleitorado poderá ser identificada biometricamente por meio de dados importados do IGP, órgão responsável pelo cadastro das carteiras de identidade.
“Tais dados foram importados a partir de convênio da Justiça Eleitoral com o governo do Estado para acelerar o cadastramento biométrico de eleitores, aproveitando registros já existentes e gerando economia de recursos públicos. Trata-se da identificação das digitais de cerca de 1,6 milhões de eleitores, incorporadas à urna eletrônica para dar mais segurança na identificação desses eleitores e agilizar o processo de votação”, explica o TRE.
Ainda em nota, a Justiça diz que o eleitor não deve se surpreender se, no momento da identificação, o mesário pedir para que o mesmo se identifique por meio da digital, mesmo que ainda não tenha feito seu recadastramento biométrico. “O procedimento é normal e traz ainda mais segurança na identificação dos eleitores”, completa o texto.
A identificação biométrica causa filas em vários pontos de votação, segundo o relato de eleitores encaminhados ao Panorama. A reportagem esteve na manhã deste domingo (7) no Clube Comercial de Taquara, em que havia uma fila extensa em várias das seções eleitorais para votação. A expectativa de mesários era de diminuição do movimento a partir do meio da tarde.



