No começo deste ano, o Lar Padilha iniciou a negociação com a Prefeitura de Taquara. Até o final de 2010, segundo o coordenador Juliano Cimirro, o Executivo pagou em dia os convênios, mas em 2011 não havia quitado nenhum valor, mesmo com a manutenção do abrigo nos meses de janeiro, fevereiro e março. Com o anúncio de que a Prefeitura poderia assumir as atividades da Apromin, a negociação entre o Executivo e o Lar Padilha sofreu uma interrupção. Cimirro esperava, inclusive, que as crianças e adolescentes abrigados no lar seriam transferidos para a Apromin. Contudo, Juliano foi surpreendido no último dia 25, quando foi chamado a negociar novamente com o Executivo. Neste momento, começava a se desenhar a reviravolta na negociação entre a Prefeitura e a Apromin.
Após as negociações, no último dia 30 o lar e a Prefeitura chegaram a um acordo. Segundo Juliano, a nova modalidade de convênio a ser fechada com o Executivo está dentro da diretriz de assistência social defendida pelo governo federal. Pela regra, agora a Prefeitura pagará um valor fixo mensal ao lar, por um número determinado de atendimentos, e não mais um valor por criança atendida. Dentro da nova negociação, a Prefeitura enviou à Câmara de Vereadores projeto em que propõe convênio com o Lar Padilha. O Executivo quer pagar R$ 42 mil referente ao valor em atraso de janeiro a março e R$ 28 mil mensais a partir de abril, com a finalidade de atender 40 crianças. Com isso, o Lar Padilha continuará atendendo as crianças de Taquara atualmente abrigadas e receberá outras 19 que estavam na Apromin.
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