Desde que o mundo se deparou com a pandemia do Covid-19, novo coronavírus, são atualizados diariamente os índices de infecção e propagação da doença. No entanto, do momento da coleta dos testes à confirmação dos resultados, ao menos cinco etapas são realizadas e, no caso dos exames feitos via Sistema Único de Saúde (SUS), o exame de Proteína C Reativa (PCR), o resultado pode levar oito horas para ser obtido. E, com o aumento da demanda, ser “empurrado” para quinze dias.
Os agravantes que influenciam no tempo da confirmação dos resultados estão relacionados, tanto à demanda, quanto à disponibilidade de laboratórios autorizados a realizarem os exames. No caso dos pacientes do Rio Grande do Sul e dos seis municípios do Vale do Paranhana, a demanda é toda absorvida pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/RS). Ocorre que, segundo a chefe do Lacen, Rosane Campanher Ramos, o laboratório tem capacidade para avaliar 150 coletas por dia, e tem recebido cerca de 250, diariamente.
Para dar conta do trabalho, desde o último final de semana, o Lacen passou a analisar os exames também aos finais de semana, com a meta de iniciar cada nova semana sem entregas pendentes das semanas anteriores. O laboratório também firmou parceria com o Instituto de Ciências Básicas da Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para ajudar especificamente a analisar os testes de infecção pelo Covid-19.
No Vale dos Sinos, já há movimentação dos municípios para encaminharem suas coletas ao Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, que deve seguir o protocolo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, conforme fazem os laboratórios oficiais.
O exame de PCR consiste na análise da estrutura do material coletado da narina e da garganta do paciente suspeito, com o uso de um cotonete, que é testado e comparado a amostra do vírus. São feitos, ao menos, quatro processos que visam identificar a presença do vírus.


