A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) divulgou nota, nesta quinta-feira (24), em relação à possível comprometimento do abastecimento de água devido à paralisação dos caminhoneiros. Segundo a companhia, o principal impacto está nas regiões Sul (principalmente em Rio Grande) e Central.
“Os principais produtos comprometidos são o sulfato de alumínio e o cloro. O sulfato de alumínio é utilizado no início do processo para clarificação da água. É produzido na Corsan, mas há a dificuldade de receber os insumos para a produção (bauxita e ácido sulfúrico). Além disto, os caminhões das empresas transportadoras estão com dificuldade em fazer as entregas ou pela passagem nos locais de manifestações ou mesmo pela falta de combustível para deslocamento. O cloro é utilizado como bactericida para descontaminação da água das estações e poços artesianos. A distribuidora atual fica em Nova Santa Rita”, explica a companhia.
“A Corsan contatou a Secretaria de Segurança do Estado e Polícia Rodoviária Estadual e Federal para viabilizar o deslocamento. O problema só não é maior porque temos estoque de produtos. Se não houvesse estoque teríamos problemas nos 317 municípios. Os problemas atualmente são nos municípios programados para reposição”, acrescenta o texto.
RGE
Já a concessionária Rio Grande Energia (RGE), integrante do grupo CPFL Energia, informou, em nota, que adotará um plano de contingência para garantir a continuidade do fornecimento de energia e a manutenção dos serviços emergenciais. “A medida é necessária uma vez que a crise no abastecimento de combustível tem afetado a operação da frota de veículos de campo das distribuidoras do Grupo, bem como o recebimento de materiais para a execução das atividades”, diz o texto. Estão sendo priorizados os atendimentos a clientes especiais, como hospitais e UTIs domiciliares, e a realização de serviços emergenciais e ocorrências que comprometam a segurança da população.
“A CPFL Energia reforça, ainda, que se trata de uma situação atípica e fora do controle da Companhia, e que está mobilizando todos os seus recursos para minimizar os impactos a seus clientes. Entretanto, por conta do desabastecimento e também de pontos de bloqueios em diversas rodovias nas áreas de concessão, os prazos de atendimento podem se estender além do padrão”, diz a companhia. Não são considerados serviços emergenciais, e, portanto, não serão priorizadas, as seguintes atividades: Ligações novas; Vistorias em unidades consumidoras; Ligações provisórias; Reformas de padrão de entrada; Desligamento a pedido do consumidor; Aferição de medidor; Verificação de nível de tensão.


