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CPI apurará sumiço de R$ 588 mil do caixa da Prefeitura de Parobé

Falta do recurso foi apontada em divulgação de auditoria pelo prefeito Diego Picucha.
Vereadores formalizaram requerimento para instaurar Comissão de Inquérito.
Divulgação / Eduarda Rocha

Oito vereadores de Parobé assinaram, nesta sexta-feira (15), o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Conforme a justificativa entregue à secretaria da Câmara, o objetivo é investigar a suposta “falta do valor de R$ 588.544,49 não encontrados no caixa da Prefeitura conforme balancete apresentado no dia 31 de março”. O sumiço deste recurso foi apontado pelo prefeito Diego Picucha (PDT), na segunda-feira (11), ao divulgar os resultados de uma auditoria contratada pelo mandatário no Executivo de Parobé.

Segundo a Câmara, agora cabe à mesa diretora acatar o pedido e instaurar a CPI. A presidente do Legislativo, Maria Eliane Nunes (MDB), disse que a casa tem o compromisso de esclarecer os fatos perante à comunidade parobeense. “Mais do que ninguém eu tenho interesse de que esta situação seja esclarecida. Inclusive posteriormente quero que haja uma investigação completa desta auditoria apresentada pelo Executivo”, destacou durante o ato de assinatura. Maria Eliane foi prefeita interina de Parobé, de dezembro até entregar o cargo para Picucha, no começo de abril. A vereadora, nesta semana, acusou Picucha de tentar obter o seu apoio no governo em troca de mudança no conteúdo da auditoria. A administração de Parobé nega a denúncia.

Na mesma linha da presidente, o líder do governo de Picucha na Câmara, vereador Dari da Silva (PL), salientou a necessidade de apurar os fatos, devido à gravidade. “O único órgão fiscalizador externo é o Legislativo. Temos a obrigação de apurar os fatos apontados pela auditoria, que precisa ser esclarecida. Só existe uma maneira de apurar o que aconteceu e é através da análise de documentos”, enfatizou.

Além destes, também assinam o pedido os vereadores Marcelo Pereira (PDT), Celso Abreu (PL), Maristela Toffoli (PT), Enio Terra (PDT), Moacir Jagucheski (Cidadania) e Jorge Graminha (PDT). O documento foi protocolado na secretaria da Casa Legislativa e ficou à disposição para os demais parlamentares.