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Criação da Secretaria de Desenvolvimento é aprovada em Parobé

Legislativo também aprovou equiparação de salário de chefe de gabinete e financiamento para máquinas.

Na primeira votação após o início da gestão de Irton Feller (MDB), em Parobé, a Câmara de Vereadores aprovou quatro projetos de lei na sessão ordinária desta terça-feira (28). Um dos projetos mais polêmicos, o que cria a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, foi aprovado pelos vereadores, mesmo tendo votos contrários. A equiparação do salário do chefe de gabinete ao de secretário municipal também passou pela Câmara.

Apesar de votos contrários, todos os projetos da pauta da sessão foram aprovados no Legislativo. Divulgação/Eduarda Rocha

O primeiro projeto apreciado pelos vereadores diz respeito a contratação de um financiamento de até R$ 2 milhões com o Banrisul. O objetivo é adquirir máquinas e veículos para a Secretaria de Obras. A matéria foi aprovada pelos parlamentares.

Depois, foi colocado em análise projeto que cria a Secretaria de Desenvolvimento, desmembrando a pasta da Secretaria de Administração, a qual o setor econômico estava vinculado atualmente. O vereador Ênio Terra (PTB) disse que a alteração deverá auxiliar na vinda de novas empresas para o município. Já o vereador Dari da Silva (Pros) contestou a criação, dizendo que uma nova secretaria não ajudará no Desenvolvimento se não tiver orçamento. “Se não houver recursos para investir no setor empresarial, além do comércio e indústria. Aquela luta que todos nós fizemos para que a máquina pública fosse enxugada vai por água abaixo com esta aprovação”, enfatizou. Mesmo com os protestos, o projeto foi aprovado.

O último texto apreciado na sessão foi o que reorganiza os cargos de direção, chefia e assessoramento e dos secretários municipais. Entre as principais mudanças, está a equiparação do salário de chefe de gabinete ao de secretário municipal, no montante de R$ 8 mil. No governo de Feller, a chefia de gabinete é exercida por Valdenir Martins, presidente do MDB de Parobé. Feller justificou, no projeto, que a mudança no salário é necessária devido às novas funções assumidas pelo chefe de gabinete no governo. O projeto foi aprovado na Câmara.

COMO VOTARAM OS VEREADORES

Projetos do financiamento do Banrisul e da Secretaria de Desenvolvimento – 8 a favor e 5 contra
Favoráveis: Gilberto Gomes (PRB), Eder Pinheiro (MDB), Elario Jahn (MDB) e Eneas Rodrigues (MDB), Idamir de Morais (PSDB), Jair Bagestão (PT), Marcelo Pereira (PDT), Enio Terra (PTB)
Contrários: Alex Bora (PR), Henrique Rafael dos Santos (PDT), Celso Ferreira (PDT), Maristela Rossato (PT) e Dari da Silva (Pros).

Projeto dos cargos de direção, chefia e assessoramento – 7 a favor e 6 contra
Favoráveis: Gilberto Gomes (PRB), Eder Pinheiro, Elario Jahn e Eneas Rodrigues (MDB), Idamir de Morais (PSDB), Jair Bagestão (PT) e Enio Terra (PTB)
Contrários: Alex Bora (PR), Henrique Rafael dos Santos (PDT), Celso Ferreira (PDT), Maristela Rossato (PT), Dari da Silva (Pros) e Marcelo Pereira (PDT).

UNÂNIME
O único projeto aprovado por unanimidade entre os parlamentares foi o que autoriza o repasse no valor de R$ 31 mil ao Rotary Clube. A medida tem como objetivo ajudar no custeio de premiações na área da educação, como o “Professor Inovador”. O valor é oriundo de doações feitas através do imposto de renda por pessoas físicas e jurídicas e não sai dos cofres públicos.