Taquara está dando passos rumo a uma cidade mais justa e fraterna às famílias. É o que considera o grupo de trabalho da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, formada por legisladores municipais. Atuando junto à comunidade desde janeiro deste ano, o grupo opera as ações em duas etapas. A primeira referente a esclarecimentos sobre política de gênero e a segunda no combate onde a violência doméstica possui registros. O projeto piloto de prevenção aos casos está em execução na escola municipal Getúlio Vargas, no bairro Eldorado, loteamento Tito. A iniciativa é executada pela Drª Rafaela Haag, assessora técnica da Frente Parlamentar.
De acordo com levantamento feito pela psicóloga, com 116 pessoas do Vale do Paranhana que participaram da pesquisa sobre violência conjugal, mais de 50% dos entrevistados declararam nível médio completo. Destes, 78,7% sofreram violência psicológica, 30% foram vítimas de coerção sexual e 5% tiveram física grave.
Quanto ao combate à violência doméstica, na última semana foi criado o núcleo de atendimento a mulheres vítimas. “A proposta é realizar o fortalecimento da mulher violentada para que ela mesma consiga romper com o ciclo de agressões. Não adianta separar, mudar de casa, ir para um abrigo, se o ciclo não for tratado para parar. Assim, a mulher terá amparo psicológico para sair de um relacionamento agressivo e não cair em outro”, explica a vereadora Mônica Facio, idealizadora da Frente Parlamentar.
Desta maneira, os casos serão encaminhados através do Fórum de Taquara para a Faccat. Na instituição de ensino, profissionais da área de psicologia farão o acompanhamento através de grupo de atendimento. Há configurações avançadas na criação do grupo de homens agressores, este receberá acompanhamento e tratamento no Fórum da cidade. Coordenarão a ação as professoras Sarah Puthin e Sílvia Coiro, da Faccat, a vereadora Marlene Haag e o juiz do Fórum de Taquara, Juliano Fonseca.

De acordo com o grupo de trabalho da frente, as vítimas femininas serão indicadas pelo Fórum, primeiramente aquelas em casos com medida protetiva. O núcleo atenderá em três etapas, acolhimento, triagem, encaminhamento terapêutico e individual, e esses atendimentos acontecerão no núcleo de Psicologia da Faccat. O atendimento às mulheres começará em 2018, devido ao período de estágios da Faccat, porém a triagem e o encaminhamento começará no mês que vem, pelo que foi ajustado entre a instituição de ensino e o Poder Judiciário.


