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CTG O Fogão Gaúcho completa 76 anos e baile comemorativo será neste sábado (10)

Evento, com jantar às 20h e baile a partir das 22h, será transmitido ao vivo pela Rádio Taquara
Fotos: Divulgação

Nesta quarta-feira (07), o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) O Fogão Gaúcho, de Taquara, está completando 76 anos de atividades. Para celebrar a data, a entidade irá promover um baile, neste sábado (10), com transmissão ao vivo pela Rádio Taquara.

Mais antigo CTG do interior do Estado e o segundo mais antigo do mundo, o Fogão Gaúcho também serviu como sede da publicação da Carta de Princípios, aprovada no VIII Congresso Tradicionalista, no período de 20 a 23 de julho de 1961.

Ao longo dos anos, o CTG de Taquara enfrentou algumas dificuldades, principalmente no período da pandemia do coronavírus, em que houve a redução no número de sócios. Mas, apesar dos problemas enfrentados, o Fogão Gaúcho contabiliza uma série de conquistas, como a realização de congressos, cirandas musicais, prêmios conquistados por seus dançarinos, entre outras ações.

O baile comemorativo aos 76 anos do CTG O Fogão Gaúcho será realizado no sábado, na sede campestre, com jantar programado para às 20h e início do baile às 22h. Com animação de Celso Garcia & Grupo Porteira do Tempo, o evento terá também a presença dos comunicadores da Rádio Taquara, realizando entrevistas com os participantes e transmitindo o baile ao vivo.

Os cartões, no valor de R$ 75,00, podem ser adquiridos na secretaria da entidade.

História do CTG O Fogão Gaúcho
Lá pelos idos de 1947, um grupo de amigos se reunia no escritório de advocacia do Dr. Antonio Aguiar. As reuniões regadas a chimarrão se tornavam cada vez mais frequentes e animadas. Um suculento churrasco, preparado pela fidalguia do anfitrião, muitas vezes acompanhava as músicas regionalistas, trovas de
improviso e declamações. A cada encontro, o número de participantes aumentava, atraídos pelo ambiente acolhedor e pelo amor à tradição. Entre os fervorosos integrantes, destacava-se o Dr. Olavo de Carvalho Freitas, Promotor de Justiça, homem com raízes no campo e dono de invejável cultura, dinamismo
e liderança.

Em abril de 1948, um grupo de taquarenses participou da fundação do “35 Centro de Tradições Gaúchas” em Porto Alegre. Eles voltaram entusiasmados e com subsídios para a fundação de uma nova entidade em Taquara. Assim, em 07 de agosto de 1948, nascia o CTG “O Fogão Gaúcho”, cujo nome foi inspirado pelo
minúsculo fogãozinho em torno do qual originariamente se reuniam.

A fundação do CTG “O Fogão Gaúcho” é marcada por um contexto histórico único. Com o fim do Estado Novo, a comunidade alemã, que havia sido perseguida, se uniu ao movimento tradicionalista, declarando: “nós também somos gaúchos e brasileiros”. Diferentemente das sociedades que existiam na cidade, o Estatuto moderno do CTG, não havia restrições sociais, proporcionando também aos negros, até então excluídos, a oportunidade de participar da vida social de Taquara. Este gesto foi um marco de inclusão e resistência.

Ao longo desses 76 anos, o CTG “O Fogão Gaúcho” foi palco de momentos inesquecíveis. O 8º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em suas dependências, no ano de 1961, foi um evento de grande importância, reunindo tradicionalistas de todas as partes do estado para discutir e promover a cultura
gaúcha, sendo que, neste episódio, aprovou-se a Carta de Princípios do MTG, documento basilar para o tradicionalismo gaúcho. Outro marco foi a Ciranda Musical Teuto-Rio-Grandense, que celebrou a rica herança musical e cultural da região, unindo diferentes gerações em torno de um mesmo ideal.