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Dalva Reinheimer lança livro sobre os 180 anos da Colônia Santa Maria do Mundo Novo

Obra resgata a trajetória da imigração e colonização alemã e acompanha a formação de Igrejinha desde a chegada dos primeiros colonizadores, em 1846
(Foto: André Amaral/Rádio Taquara)

A historiadora Dalva Reinheimer lançou na noite desta quinta-feira (7), no Centro Administrativo Prefeito Lauri Auri Krause, em Igrejinha, o livro Igrejinha e os 180 anos da Colônia Santa Maria do Mundo Novo. A obra integra as comemorações dos 180 anos da imigração alemã e recupera a trajetória da colonização que teve início na região em 1846.

A publicação parte da fundação da Colônia Santa Maria do Mundo Novo, estabelecida às margens do então Rio Santa Maria, atualmente Rio Paranhana. O processo de colonização está na origem da formação dos territórios que posteriormente deram origem aos municípios de Taquara, Igrejinha e Três Coroas.

Segundo Dalva, a motivação para escrever o livro foi justamente a marca dos 180 anos da imigração alemã. A autora também buscou contextualizar as condições enfrentadas pelos imigrantes antes da partida e os motivos que levaram essas pessoas a deixar a Alemanha.

“Eles estavam em uma situação de pobreza e em busca de trabalho e, certamente, de uma vida melhor. Sem nenhuma expectativa de voltar para a Alemanha, chegaram aqui e produziram muito trabalho”, afirmou.

A obra acompanha o desenvolvimento da colônia a partir da agricultura, das primeiras agroindústrias e das manufaturas. Outro eixo é o processo de urbanização, especialmente a relação entre o desenvolvimento de Taquara e a formação dos distritos que posteriormente buscariam autonomia administrativa.

Emancipação

A trajetória de Igrejinha ganha destaque na parte dedicada ao processo de emancipação. Conforme Dalva, o desenvolvimento de Taquara também impulsionou mudanças nos distritos, contribuindo para o surgimento de um movimento pela emancipação de Igrejinha.

Após abordar a criação do município, o livro apresenta um painel dos cinco primeiros prefeitos e acompanha o processo de urbanização e crescimento da cidade.

A indústria calçadista também ocupa espaço importante na narrativa. A autora aborda a chegada de novos migrantes atraídos pelos empregos no setor e as transformações provocadas pelo movimento na formação social e econômica de Igrejinha.

“Esse movimento trouxe uma nova formação social, uma nova economia, e sempre pautado por um espírito de união”, destacou.

A pesquisa também registra aspectos da vida comunitária, incluindo ações desenvolvidas diante das enchentes e festas organizadas pela população. O percurso histórico chega ao período contemporâneo com a Oktoberfest de Igrejinha, escolhida como ponto final da narrativa.

“Esse é o ponto final do livro, demonstrando a força do trabalho, da união, da busca por lazer e da comunidade”, afirmou Dalva.

Sessão de autógrafos

Após o lançamento, a autora participou de uma sessão de autógrafos. O evento reuniu autoridades, moradores e pessoas interessadas na história da colonização e na formação de Igrejinha.

Com três partes, Igrejinha e os 180 anos da Colônia Santa Maria do Mundo Novo percorre desde a chegada dos primeiros colonizadores, em 1846, passando pela travessia e pela fixação das famílias no século XIX, até os processos de urbanização, emancipação e desenvolvimento econômico e social do município.