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De um pequeno grupo ao reconhecimento estadual e nacional

Fundado em maio de 2000, o Insti­tuto Criar Vitória hoje é exemplo em todo o País. Prova disso, foi o

Fundado em maio de 2000, o Insti­tuto Criar Vitória hoje é exemplo em todo o País. Prova disso, foi o reconhe­cimento da Assembléia Legislativa do Estado, que no último ano entregou o Troféu Responsabilidade Social Desta­que para a entidade. O crescimento foi gradual, de acordo com Adílson. Natu­ral de Novo Hamburgo, o organizador do Criar Vitória conhece o outro lado da moeda. “Fui usuário de drogas dos 12 aos 27 anos. Minha filha estava com apenas dois anos, quando me dei conta que trilhava um caminho sem volta, e tomei a iniciativa de me internar para tratamento”, recordou.

Percebendo que poderia ajudar ou­tros dependentes químicos, Adílson resolveu seguir o conselhos de pessoas próximas e fundou um pequeno grupo de auto-ajuda. Seu principal objetivo era oferecer qualidade no tratamen­to. “Pensei em criar uma comunidade terapêutica diferenciada, com menos tempo de internação e, principalmen­te, oferecer um plano individualizado para cada paciente”, afirmou. Hoje o prestígio da entidade é reconhecido pela Fundação Brasileira de Comuni­dades Terapêuticas, como instituição modelo.

Segundo Adílson, os usuários se apresentam por conta própria para ini­ciar o tratamento e buscar a recupera­ção. “Alguns alcançam recuperação já na primeira internação. Já houve casos de residentes que retornaram seis ve­zes. Nunca desistimos destas pessoas. É preciso que aprendam a ter limites e cumprir horários, para que sua in­serção social tenha êxito”, ressaltou. Segundo o relato de um interno de 48 anos, que está buscando tratamento pela primeira vez, e já é residente há cinco meses, é preciso se conscienti­zar. “Perdi o controle de minha vida e vi que tinha que mudar. Cheguei a ter uma recaída, mas foi um ponto positi­vo, pois aprendi com meu erro. Temos que aprender a aceitar que as coisas nem sempre são como queremos. Ou pelo menos tentar”, ensina.

De acordo com Adílson, a recupera­ção de um usuário de crack é mais fácil do que um alcoólatra. “Temos projetos de prevenção em escolas e associações de bairros junto às famílias dos resi­dentes. E a cada 15 dias realizamos palestra na biblioteca pública Amigos do Livro, no bairro Empresa. Somos gratos à comunidade de Taquara, que nos recebeu muito bem”, finalizou.

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