Embora já temessem por esse desfecho, a notícia de que estavam demitidos não deixou de surpreender muitos dos 600 trabalhadores da Vulcabras/azaleia que perderam seus postos de trabalho, na semana passada. Alguns deles estavam chegando para o serviço pela manhã, quando souberam que nem precisariam mais entrar na fábrica. Outros tinham cumprido mais uma jornada e se preparavam para ir embora, quando foram simplesmente informados de que aquele tinha sido o último dia de trabalho na empresa.
Para grande parte dos demitidos, a dispensa também significou a relação de uma vida inteira que se desfez. Para Teófilo Memlak, 47, o que aconteceu com ele e os colegas demitidos foi uma falta de reconhecimento a quem ajudou a construir um patrimônio muito grande. “Não deram nem chance de discutir uma redução de salários”, desabafou.
Apesar de terem feito vários serões nos últimos dias, Tadeu dos Santos e a esposa Ângela ficaram desempregados ao mesmo tempo. “A gente acordava às três horas da manhã, para começar a trabalhar às cinco, e foi este o pagamento que recebemos”, constataram, decepcionados.
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