A decisão foi comunicada à Prefeitura de Taquara na sexta-feira passada, e tomada em medida liminar pelo juiz Juliano Fonseca, titular da primeira vara judicial. Ele foi acionado por dois moradores que entraram com processo pedindo o embargo da obra. Os moradores alegaram que a construção está comprometendo as suas residências, que estão com risco de desmoronamento. O magistrado determinou a suspensão da construção da UPA, até que seja realizada a obra de um muro na divisa do terreno.
Prefeitura de Taquara afirma que está recorrendo da decisão.
O secretário de Planejamento, José Inácio Wagner, informou que a administração municipal está juntando documentos, de forma a mostrar para o juiz Juliano Fonseca que é necessária a construção do muro, e que ela está sendo providenciada. Inácio lamentou que a interrupção provocará um atraso de pelo menos duas semanas na construção da UPA, que se refletirá no prazo final da obra. Ele estima que até o final desta semana a decisão judicial esteja revertida. O secretário também comentou que um ponto de esgoto existente no terreno, por parte dos moradores, acabou contribuindo para o desmoronamento verificado no local há duas semanas. Hoje pela manhã, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho também confirmou, à Rádio Taquara, que o Executivo recorrerá da decisão. O morador Paulo Philereno, também falando à Rádio Taquara, disse que o problema foi causado pela não construção de uma contenção, que deveria ter sido providenciada.


