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Decreto proíbe aglomerações em Igrejinha, mas vereador cobra fiscalização

Guto Scherer (MDB) criticou a falta de publicidade do decreto sobre circulação de pessoas.

A Prefeitura de Igrejinha editou um decreto, no último dia 9 de junho, com restrições à circulação de pessoas no município. O texto do documento prevê a proibição, em todo o território de Igrejinha, da aglomeração de pessoas em espaços, logradouros e passeios públicos, das 23h30min às 6h, de segunda a sexta-feira, e independente do horário, durante o sábado e domingo. Também fica vedada a permanência de pessoas, independente do horário e dia da semana, nas praças públicas de Igrejinha.

O decreto prevê, ainda, que, no exercício e desempenho das funções consideradas essenciais, deverão ser observadas as regras de distanciamento social, interpessoal, etiqueta respiratória e cuidados pessoais em geral. O texto determina que as lanchonetes, quando tiverem seu funcionamento autorizado pelo sistema de distanciamento controlado do governo do Estado, poderão atender com 50% do público até as 23h30min. Também deverão observar as medidas sanitárias e de higiene pertinentes e previstas na legislação federal, estadual e municipal. A Prefeitura de Igrejinha proibiu a música ao vivo nas lanchonetes.

O texto, assinado pelo prefeito Joel Wilhelm, prevê que a fiscalização ficará a cargo da administração municipal, com apoio da Brigada Militar. O decreto vale até o dia 30 de junho. Nesta semana, o vereador Guto Scherer (MDB) criticou a falta de publicidade do documento pela administração municipal. Em sessão na Câmara, disse que a prefeitura está sendo negligente com relação à divulgação das medidas que estão em vigor.

Além disso, Scherer cobrou também a fiscalização do cumprimento do decreto. O vereador alertou que a imprudência de algumas pessoas, somada à falta de ações efetivas do Poder Público, pode acabar acarretando na necessidade de adoção de medidas mais rígidas nas próximas semanas. “Não podemos aceitar que o comércio, os prestadores de serviço e as empresas em geral acabem sendo penalizadas por esse descaso”, destacou.