Do meu tuíte @Plinio_Zingano – Cantora Anitta, em entrevista para a revista Donna (28-07-2013), declara que não vai posar nua. E… precisa?

DEFENDENDO DILMA
(mais uma vez)
Pela segunda vez nos últimos dois anos e meio, saio em defesa da presidenta Dilma. Não que ela pedisse, ou precisasse, mas, vamos lá, não sou mal-educado como pretendem alguns por aí. Por isto, como um Chapolin Colorado, me apresentei.
A primeira vez, foi na segunda-feira, dia 1º de novembro de 2010, imediatamente posterior à eleição dela para a Presidência da República. Era um feriado escolar mas, mesmo assim, havia ido até a escola da qual era diretor, em Parobé, para resolver um problema de fio telefônico arrebentado. Era bem cedo da manhã. Tendo resolvido o assunto, saí para pegar o ônibus para voltar a Taquara. Então, encontrei, na parada, um antigo aluno meu. Esse rapaz era, na ocasião do pleito, destacado membro do Partido dos Trabalhadores de Parobé. Quando aluno, muitas vezes tivéramos discussões políticas, ele declarando todo o seu amor pelo partido e eu, todo o meu “amor” pela mesma agremiação. Mas, apesar das diferenças políticas, sempre fomos bons amigos. Assim, aproveitei para dar-lhe parabéns e dizer que acreditava num bom governo da sua candidata. Sua resposta me chocou: “Acho que ela vai fazer c*g*d*”. Não sei se meu interlocutor ainda é dirigente do PT. Apenas me ficou a ironia de eu demonstrar simpatia pela nova mandatária, e ele torcer o nariz.
Agora, de novo, volto a ficar do lado dela. E não é para dizer que eu tinha razão. Na verdade, meu amigo deveria saber coisas que minha vã filosofia jamais alcançaria naquele momento. Minha defesa, hoje, trata da exigência de Dilma de ser chamada “presidenta”, derrubando sobre a coitadinha todas as críticas possíveis e imagináveis.
A presidenta, talvez entusiasmada pelo fato de ser a primeira mulher na presidência do Brasil, considerou masculina a palavra “presidente” e partiu para o estabelecimento de uma suposta igualdade de gêneros, mais politicamente correto. Por analogia pensou: “se existe governadora, promotora, embaixadora e juíza, por que não presidenta?”. Tem lógica, embora gramaticalmente errado, como demonstram tantas análises feitas por gente de bom quilate linguístico.
A questão toda está centrada no velho, mas muito bom, particípio presente do verbo “presidir”. No meu curso ginasial, ele ainda aparecia na conjugação verbal. Tínhamos, nas formas nominais, o infinitivo impessoal, o infinitivo pessoal, o gerúndio, o particípio passado e, ainda, o particípio presente. Em 1959, com a criação da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), deixou de ser considerado verbo, embora nem todos concordem (eu sou um).
A presidenta não fez nada escalafobético. Apenas usou a mesma liberdade criativa de Graciliano Ramos, José Saramago e James Joyce, escritores endeusados por essa qualidade. Quem sabe, ela tenha ambições literárias! O próprio idioma está sempre inventando novos termos ou alargando significados de termos existentes.
Deve nos preocupar, isto sim, a sua “criatividade” política na condução dos destinos da nação. Aí, sim, mora o perigo. Nesse quesito, não defendo a presidenta!


