Defesa contesta idosa que diz ter deixado veículo para vender em posto e recebeu cheques sem fundo

Advogados afirmam que proprietário do posto de lavagem é que foi vítima da idosa.
Publicado em 22/01/2020 11:50 | Atualizado em 24/01/2020 15:24 Off
Por Vinicius Linden

A reportagem do Jornal Panorama recebeu contato, nesta quarta-feira (22), dos advogados de um posto de lavagem citado em matéria publicada no dia 15 de janeiro. Na ocasião, uma idosa relatou, na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, que deixou seu automóvel em um posto de lavagem de carros para que o proprietário do local vendesse e acabou recebendo o pagamento com cheques pré-datados que estariam sem fundos. A defesa do proprietário contesta a versão da idosa e relata que foi o dono do estabelecimento a vítima do caso, pois adquiriu o veículo e teve a ocorrência registrada em seu desfavor devido a uma cobrança de valores devidos. A íntegra da nota divulgada pela defesa segue abaixo.

NOTA DA DEFESA TÉCNICA

Em notícia veiculada por este respeitável Jornal Panorama, datada do dia 15 de janeiro de 2020, constou a “suposta” existência de fato criminoso em desfavor de pessoa idosa ocorrido nas dependências de um Posto de Lavagem, estabelecimento comercial atuante há mas de 20 anos nesta cidade de Taquara.

Os fatos narrados não são verídicos.

Cumpre-nos registrar que a suposta vítima não deixou o veículo para venda no estabelecimento, mas sim, procedeu na venda e integral recebimento do mesmo, comprometendo-se a devolver os cheques que, a princípio, estavam com seu esposo.

Ocorre que, em razão de desacerto comercial, evidenciado pela má-fé desta, culminando com a informação mentirosa do fato alegado na ocorrência policial e a não devolução dos cheques emitidos pelo peticionante, a defesa técnica tomou medidas judiciais cabíveis.

Na manhã do dia 21 de janeiro fora protocolada na Delegacia de Polícia Civil de Taquara requerimento em nome do empresário, dando conta dos fatos como eles verdadeiramente ocorreram, bem como foram juntadas cópias do recibo de pagamento e dos comprovantes do negócio havido.

Frisa-se, de forma veemente, a existência de uma negociação envolvendo as partes, mas em nenhum momento ocorreu a prática de atos criminosos em desfavor da sedizente vítima.

Pelo contrário, entende-se que houve sim prática de ato ilícito, figurando como vítima o empresário, adquirente que pagou o veículo e que somente teve a ocorrência registrada em seu desfavor por que fez uma cobrança de valores devidos pela sedizente vítima e seu companheiro, referentes a inúmeros serviços prestados.

Colocamo-nos a inteira disposição para elucidar e desmascarar os fatos mentirosos lançados no registro de ocorrência policial, os quais serão objetos de Investigação, Queixa-Crime na esfera penal, bem como a competente Ação de Reparação de Danos Morais e Materiais.

Não se pode compactuar que pessoas de má-fé utilizem-se dos órgãos policiais para buscar ludibriar terceiros.

Taquara, 22 de janeiro de 2020.

VANESSA SOARES NUNES DE SOUSA,
OAB/RS 117.870
Advogada

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