
Novas informações referentes ao caso de assassinato de uma mulher, ocorrido na tarde deste domingo (10), Dia das Mães, foram reveladas pela delegada Rosane de Oliveira, responsável pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), de Taquara. A vítima, Jane Cleusa de Oliveira Reis, de 48 anos, foi morta a facadas por seu marido Juceli Antônio Araújo, de 51 anos que, além de matar sua companheira, ainda feriu duas filhas, uma de oito e outra de 14 anos. Logo após, o homem teria investido contra policiais com um facão, sendo alvejado pela Brigada Militar (BM) e acabou sendo morto a tiros.
Durante entrevista concedida ao programa Horário Nobre, da Rádio Taquara, na manhã desta segunda-feira (11), a delegada Rosane confirmou uma primeira tentativa de homicídio – ocorrida no ano de 2013, quando Juceli teria tentado matar o próprio filho – e revelou que uma guarnição da BM esteve no local, um dia antes da vítima ser morta, para atender a um chamado de agressão entre o casal. Conforme a delegada, policiais militares estiveram na residência da família no sábado (9) para atender ao chamado.
“Através das informações colhidas no local, soubemos que o homem era extremamente agressivo com todos, tanto com a esposa quanto com os filhos. A mulher já havia sido maltratada diversas vezes pelo marido. Ela sofria com problemas de saúde e em várias ocasiões foi trancada no interior da casa pelo companheiro. No sábado, a Brigada Militar esteve no local para atender a um chamado de agressão, porém a mulher não quis registrar um boletim de ocorrência contra o marido”, revela Rosane. “Ficou claro nessa situação que a mulher era subjugada pelo homem, tanto que ela não teve coragem de registrar a ocorrência no sábado”, complementa.
De acordo com a delegada, em um caso como este, se não houver denúncia não há possibilidade de ação da polícia para tentar coibir esse tipo de agressão. As denúncias devem ser feitas por qualquer pessoa (familiares, vizinhos). “Não há necessidade de ser a própria vítima para efetuar a denúncia em casos de agressão na família. Se essa ocorrência tivesse sido registrada, e fosse dado andamento no registro, o indivíduo poderia ter sido preso antes de cometer esse crime”, afirma Rosane.
O inquérito policial será conduzido como feminicídio e a delegada afirma que aguarda o laudo da necropsia, para a confirmação de possível uso de álcool ou drogas, por parte do homem, que matou sua esposa a facadas, para concluir a investigação. Ainda conforme a delegada, o filho do casal, que passou por uma tentativa de homicídio ocasionada pelo pai, foi morto anos mais tarde, em uma ocorrência relacionada ao tráfico de drogas na região.
A Polícia Civil divulgou um telefone para denúncias, que podem ser realizadas pelo aplicativo Whatsapp, através do número: (051) 9 8443-3481. Neste telefone, não serão aceitas ligações de emergência e nem poderá ser usado como canal para esclarecimento de dúvidas. O número do whats deverá ser usado apenas para denúncias anônimas de quaisquer casos, que estejam ou não sob investigação.


