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Novo delegado de Parobé quer informações da sociedade para o combate ao crime

PAROBÉ – Desde o começo de fevereiro, a Delegacia de Polícia de Parobé tem um novo titular. Assumiu o comando

PAROBÉ – Desde o começo de fevereiro, a Delegacia de Polícia de Parobé tem um novo titular. Assumiu o comando do órgão, o delegado Gustavo Menegazzo da Rocha, em substituição a Rosalino Constante Seara, que foi transferido para a função de delegado regional no Vale do Sinos. Na semana passada, o novo titular da Polícia Civil de Parobé concedeu entrevista ao Panorama, convocando a sociedade a contribuir com informações para o esclarecimento de crimes no município.

 

Natural de São Paulo, Gustavo ingressou na Polícia Civil em 2010, tendo atuado em Bagé por um ano e dois meses, na Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec). Após, foi transferido para o gabinete de inteligência da Polícia Civil, em Porto Alegre, onde ficou por três anos, atuando no órgão que é ligado ao gabinete do chefe de polícia. O delegado Gustavo dirigiu duas divisões, tanto de planejamento como operacional. A transferência para Parobé, segundo ele, aconteceu por conta de um desejo antigo de atuar na segunda região policial, a qual está vinculada à delegacia parobeense.

 

Neste primeiro mês em Parobé, o delegado conta que já foi possível notar que se trata de um município com uma intensidade muito grande de procedimentos na Polícia Civil, o que denota alto índice e gravidade dos crimes. Nos casos mais comuns, segundo Gustavo, estão os chamados crimes patrimoniais, como furtos e assaltos. Além disso, há muitos casos de violência doméstica, sem deixar de citar o tráfico de drogas. O delegado disse que está providenciando um levantamento a respeito da situação da criminalidade de Parobé.

 

Ressaltando a função da Polícia Civil, como um órgão de polícia judiciária, portanto formadora de prova para o encaminhamento dos crimes à análise da Justiça, o delegado enfatizou que a sociedade deve contribuir no esclarecimento dos casos em investigação. Para tanto, fez um apelo à comunidade parobeense para que repasse qualquer informação de eventuais delitos ou situações suspeitas. “Nós precisamos de informações”, comentou o delegado, assegurando que todas as denúncias serão apuradas, bem como não é preciso que o denunciante se identifique. “Para nós, não interessa a identidade da pessoa, mas sim o conteúdo do que ela tem para nos repassar”, explicou.

 

Em relação ao funcionamento da DP de Parobé, o delegado disse que possui um baixo efetivo de agentes, o que dificulta o trabalho e, por enquanto, não permite a retomada do plantão noturno, desativado há quatro anos. A expectativa é de que o governo estadual nomeie, com brevidade, cerca de 650 aprovados em recente concurso público da Polícia Civil, com a destinação de policiais para Parobé. O delegado quer qualificar os instrumentos de investigação no município, trabalhando com inteligência e tecnologia. Para obter as ferramentas necessárias, pretende se reunir com empresas parcerias e com o Consepro, a fim de obter aparato tecnológico. O delegado Gustavo finalizou a entrevista ressaltando a sua firmeza no respeito à ética e à moral, reforçando que não permitirá atos de corrupção, mantendo uma postura que adotou sempre nos órgãos em que esteve à frente.

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