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Esta postagem foi publicada em 29 de outubro de 2022 e está arquivada em Tudo por Acessibilidade.

Democracia seletiva, por Cassi Gottlieb

Democracia seletiva

O domingo das eleições de segundo turno se aproxima. Será que o término desse período, acarretará em paz entre as pessoas? Tenho muitas dúvidas. O mundo está um local muito violento de viver. E não é de violência física que falo. É da oratória, a não possibilidade de expressão.

Uma eleição deveria ser pautada pela máxima do que é necessário para a sociedade. Saúde, segurança e educação são os maiores pilares. Para ter esses três elementos fortalecidos, a economia precisa estar boa. Portanto, é a partir dela que um país e um estado crescem. Com isso, obras de infraestrutura são executadas, a circulação das pessoas melhora, o dinheiro público torna-se efetivo.

Em um mundo ideal, a população deveria se preocupar em ver quais políticos se importam e possuem propostas efetivas e viáveis para esses aspectos. 

Outro ponto importante, é a ficha limpa. Em um país sério, quem tem ou já teve ficha suja, não concorreria a mandato nenhum. Entretanto, a parcela das pessoas que se importa com isso é muito pequena. E o reflexo está nos candidatos que se apresentam, salvo raras exceções.

Como eles sabem que o que ganha é a linguagem fácil, o populismo, as frases de efeito, fazem isso a vontade. Uns prometem comida e bebida, sem critério e senso de realidade algum, outros usam da fé e carregam consigo essas bandeiras. Se discute ideologias e temas sérios da sociedade, como se estivessem em uma mesa de bar. Sendo que esses temas nem serão pauta nos 4 anos. O que um ou outro pensa, não vai mudar nada efetivamente.

Porém, mais sério que as barbaridades que os candidatos fazem, é a dita democracia que a população pede.

Democracia é o direito de todos terem a sua própria opinião. Geralmente quem pede democracia e diz que ela está em falta, é quem só se satisfaz quando a democracia é a que concorda com o ponto de vista da pessoa.

Pedem paz, mas bloqueiam quem pensa diferente. Quando não vão para as vias de fato. Brigam por uma pessoa como se ela fosse algo acima do bem e do mal, ignorando qualquer virtude que o adversário tenha.

Chegam a denunciar a dúvida e ignorar o provado. 

Fazem da política um estádio de futebol, um palco, um entretenimento. Se vai ser bom, não importa. Querem ver o seu candidato ganhar.

Se o outro vencer, vão reclamar até do que acham bom.

Pode estar o papa ou qualquer pastor na presidência, no governo, nunca alguém dará certo desse jeito. Fora que o sucesso de um mandato depende de muito mais fatores do que uma pessoa.

Por fim, conceituam alguém com base no que são. Tu não querer um, não quer dizer que tu aprove tudo ou a maior parte do que o outro pensa. Quem pensa que se tu não gosta de X, ama Y, é fanático.

E fanatismo é doença. 

Tenham um bom voto no domingo. E que se respeite a escolha da maioria. Seja de quem querem eleitos e de quem não querem eleitos.

Mas, respeitem de verdade.

Não da boca para fora.

Por Cassiano Gottlieb, de Taquara
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