Detran e Casa Civil elaboram plano para zerar filas com mais de 97 mil provas de CNH atrasadas no Estado

Em reunião, o diretor-geral do Detran-RS, Enio Bacci, estimou o período de 12 meses para a normalização da fila.
Publicado em 09/11/2021 15:10 | Atualizado em 10/11/2021 10:08 Off
Por Alan Júnior

Em reunião, nesta segunda-feira (08), a Casa Civil e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) se comprometeram em elaborar um plano de mutirões para a realização das 97, 5 mil provas atrasadas no Estado. A proposta de resolução aconteceu por iniciativa do deputado estadual Giuseppe Riesgo (NOVO) que, em outubro, realizou uma audiência pública para tratar sobre o tema na Assembleia Legislativa.

Atualmente, o tempo de espera para a realização das provas práticas varia de acordo com cada Centro de Formação de Condutores (CFC), sendo em que há casos de agendamento para daqui a um mês, e outros, com datas disponíveis apenas em janeiro do ano que vem.

Conforme Riesgo, o encontro foi realizado a partir de um encaminhamento da audiência pública que investigou os motivos pelo tempo expressivo nas filas e na busca por soluções em conjunto com a Casa Civil.

“A demora para a aplicação das provas prejudica o desenvolvimento econômico do Estado e o cidadão que se preparou para a realização da prova. Com o cumprimento destes mutirões, procuramos reverter as falhas apresentadas pela administração do Detran e normalizar a situação para quase 100 mil gaúchos que aguardam seu exame”, pontua Giuseppe Riesgo.

Na audiência, ainda, o diretor-geral do DetranRS, Enio Bacci, estimou o período de 12 meses para a normalização da fila, vinculado à manutenção dos 40 servidores contratados de forma emergencial e a ampliação do quadro de funcionários para 60 aplicadores. Com a iniciativa, espera-se zerar as filas, após a elaboração do plano, em semanas para a normalização.

Demora de até três meses

O estado de greve decretado pelos servidores, que acarretou na diminuição de exames ao mês, foi um fator determinante para o prolongamento do tempo de espera.

Pela ausência de servidores pelo estado de greve, os profissionais contratados assumiram a condução dos trabalhos, que acabaram prejudicados pelo acúmulo de demandas. Em média, são aplicadas 16 provas mensais, antes da pandemia eram 36 exames por servidor.

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